PME portuguesas mais atentas a consultores de TI ![]() 20/12/11, 01:00 Um estudo promovido pela seguradora Hiscox concluiu que as pequenas e médias empresas (PME) portuguesas não gostam de trabalhar com fornecedores tecnológicos que não ofereçam critérios de fiabilidade e segurança. Segundo a pesquisa da Hiscox, na hora de escolher uma consultora para a área tecnológica, as PME portuguesas dão atenção, em primeiro lugar, ao preço do serviço (54%), depois à experiência do fornecedor (42%), à recomendação (34%) e ao prestígio (34%). O estudo confirmou ainda que é cada vez mais relevante para as empresas contratantes a subscrição, por parte de empresas de TI, de um seguro de responsabilidade civil profissional. A área da Informática e Tecnologias representa, actualmente, 73% dos serviços de consultoria mais requisitados pelas pequenas e médias empresase das PME inquiridas pela Hiscox, 30% prevêem vir a contratar os serviços de uma empresa de TI no futuro. No entanto, 10% dos inquiridos que trabalharam com consultoras no passado não ficaram "nada satisfeitos" com os serviços prestados. A principal razão do descontentamento prendeu-se com a derrapagem no cumprimento de prazos, um risco potencial coberto no seguro de responsabilidade civil profissional. Daí que 85% das companhias consultadas tenham afirmado que mais facilmente contratariam um serviço de TI se este oferecesse garantias, nomeadamente um seguro de responsabilidade civil profissional. Relevante é ainda o facto de apenas 65% das PME estarem conscientes dos direitos que lhes assistem nesta matéria, mas 80% assegurarem que reclamariam do seu fornecedor no caso de incumprimento de contrato. A Hiscox lembra também que todos os dias surgem novos riscos que podem representar graves prejuízos para os negócios, sendo a prevenção a melhor solução para evitar os danos potencialmente causados por situações inesperadas, como o incumprimento não intencional de um contrato, a violação de direitos de propriedade intelectual e industrial, a derrapagem do timing de um projecto, ou a quebra de confidencialidade, entre outros. "Segundo a experiência da Hiscox na Europa, aproximadamente 70% dos sinistros são decorrentes de incumprimento contratual", assegura Vitor Vieira, subscritor de seguros para TI da Hiscox em Portugal, segundo o qual "reclamações de clientes insatisfeitos podem significar, para estas empresas, o pagamento de indemnizações de milhões de euros, acabando por conduzir as mesmas ao fracasso". Foi a pensar nesta realidade que a Hiscox lançou, no ano passado, um seguro de responsabilidade civil profissional específico para profissionais e empresas de TI que cobre, por exemplo, danos emergentes de violações contratuais, que representam uma parte substancial do risco a que as empresas de TI estão expostas. ![]() ![]() |