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Seguradoras apostam na segmentação de áreas profissionais

22/05/12, 01:02
Ana Santos Gomes / OJE

  A segmentação dos seguros de Responsabilidade Civil Exploraão por atividade ou profissão tem sido a estratégia preferida pelas seguradoras para reforçar as suas carteiras no segmento empresarial. Os epresários, por seu turno, mostram-se cada vez mais sensíveis às necessidades de proteção do seu negócio, mas a crise não lhe tem facilitado a vida

   
A Caixa Seguros apresentou recentemente à sua rede de mediação a nova segmentação de atividades para o seguro de RC Exploração, que garante a cobertura de responsabilidade civil por danos causados a terceiros que resultem do exercício da atividade segura.
 
Construção, Hotelaria e Restauração, Beleza e Bem-Estar, Lazer, Educação, Unidades de Saúd, Rural, Serviços Lar, Soluções Automóvel, Transportes e Indústria correspondem aos diferentes itens de segmentação feita pelo braço segurador do grupo Caixa Geral de Depósitos.
 
"É mais simples  e transparente o processo de venda, pois para cada atividade é  oferecido um produto apenas com as coberturas lhe dizem especificamente respeito  o que o torna mais inteligível e amigável", justifica Susana Teixeira, responsável do Departamento de Subscrição de Resonsabilidade e Transportes da Caixa Seguros. Para além da forma também há diferenças no conteúdo, explica ainda a mesma responsável.
 
"As novas soluções de proteção têm uma cobertura base mais alargada, pois passaram a fazer parte do núcleo duro de cada produtos coberturas que antes tinham que ser expressamente contratadas. Muitas vezes só quando o sinistro ocorria é que o cliente se dava conta que, afinal, o risco não estava garantido", relata Susana Teixeira.
 
Entre as novidades apresentadas no produto está a nova cobertura de RC patronal, que garante indemnizações exigíveis ao cliente na qualidade de entidade patronal por danos morais decorrentes de lesões corporais sofridas em consequência de acidente de trabalho. "Estes danos morais são resultantes de Acidentes de Trabalho mas não são enquadráveis no seguro obrigatório de Acidentes de Trabalho. Daí a inclusão desta nova cobertura que se torna necessária face à evolução da litigância neste domínio. É  uma proteção acrescida para os empresários e que está contemplada na cobertura base das ofertas personalizadas", acrescenta Susana Teixeira.
 
Mas a segmentação de atividades era já encarada por outros operadores, há vários anos, como a melhor estratégia para tecer o "fato à medida" do cliente. Foi essa também a opção da Generali. "Porque as necessidades dos clientes divergem, tanto do ponto de vista das garantias, como dos próprios limites de indemnização, a segmentação por atividades é fundamental para a elaboração de produtos adaptados a cada setor. Segmentar o mercado permite-nos identificar um grupo de consumidores com necessidades homogéneas, a quem podemos dirigir um produto adequado e eficaz", confirma Lina Gama, diretora de Responsabilidade Civil da Generali.
 
A multinacional italiana opta por não enumerar coberturas nas suas apólices de RC Exploração, preferindo identificar as exclusões previstas. "Os nossos seguros de RC Exploração garantem os danos causados pelos funcionários, instalações, maquinaria e outros, utilizados pelo segurado durante o exercício da sua atividade. Porque não é viável uma transferência total de responsabilidade para a seguradora, a limitação dessa responsabilidade é conseguida através das exclusões. Assim sendo, podemos dizer, de forma simplista, que os seguros de RC Exploração da Generali garantem, desde que não previstas na cláusula dedicada às exclusões,  todas as situações de danos a terceiros que decorram do exercício da atividade do segurado", explicita Lina Gama.
 
O atual contexto económico de crise não poderia deixar de infuenciar a procura dos empresários por este tipo de produtos, embora a realidade possa vir a confirmar situações díspares. "Apesar da crise , ou melhor, até por causa da crise, os empresários portugueses têm sido bastante recetivos a estas ofertas, estando especialmente alerta para necessidade do seguro como proteção do seu património", revela Susana Teixeira, da Caixa Seguros. "O pagamento de indemnizações a terceiros aumenta o passivo da empresa, pelo que o seguro de Responsabilidade Civil é um poderoso instrumento de gestão. E em caso de sinistro é sempre melhor ter a seguradora a resolver a situação, pois dispõe de meios e conhecimento para o fazer mais rapidamente e mais eficientemente", alega Susana Teixeira.
 
Mas apesar do aumento da procura de informação e sensibilidade para o tema, Lina Gama, da Generali, confirma que a crise trouxe consigo uma certa retração na subscrição, sobretudo no que diz respeito a coberturas facultativas. "Os empresários continuam a procurar os seguros obrigatórios necessários ao exercício da sua atividade, mas tendem a anular os seguros facultativos, como forma de contenção/redução de custos", constata Lina Gama.  
 
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