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José F. Almaça: “Crise potencia mercado de poupança e saúde”

22/11/11, 01:00
Ana Santos Gomes / OJE

"O sector segurador é claramente afectado pelo impacto da crise, que reduz o consumo de seguros. Mas a crise deixou a descoberto dois mercados com grande potencial para o sector segurador: a poupança e a saúde", defendeu o economista José Figueiredo Almaça na conferência "Mediação de Seguros: os novos desafios e as soluções tecnológicas", promovida em Lisboa pela Koolsite.

  "O seguro é um negócio de confiança, pelo que os corretores e agentes têm uma palavra cada vez mais importante na sua distribuição", sustentou o economista, antes de identificar a melhor receita para enfrentar a dureza dos tempos que correm. "A crise exige solidez e imagem perante os clientes, maior produtividade e contenção de custos, melhorias no serviço ao cliente, prudência e rigor nos investimentos financeiros", alegou José Figueiredo Almaça, lembrando também que só 18% dos bens materiais de todo o mundo estão cobertos por um seguro. "Os novos tempos trazem novos e maiores riscos, que implicam novas medidas de protecção", referiu.
 
Reduzir custos, melhorar a produtividade e controlar as fraudes foram algumas das estratégias recomendadas por José Figueiredo Almada para caminhar no sentido da eficiência competitiva. Reforçar a imagem e qualidade de serviço, melhorar a eficiência das coberturas e agilizar o tratamento de sinistros foram outras recomendações deixadas pelos economistas aos mediadores de seguros.
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