PUB

Faça do OJE a sua homepage
Montepio
Oposição chumba no Parlamento de Cabo Verde a oficialização do crioulo
África
03/11/09, 15:33
OJE/Lusa

A oposição cabo-verdiana chumbou hoje a proposta de oficialização do crioulo, durante a sessão especial do parlamento para a revisão da Constituição.

O artigo 4.º da proposta de revisão constitucional do Partido Africano para a Independência de Cabo verde (PAICV, partido que sustenta o Governo), que incide sobre a oficialização da língua cabo-verdiana, foi chumbado no Parlamento com votos contra da UCID (União Cabo-verdiana Independente e Democrática) e abstenção do MpD (Movimento para a Democracia).

 
As duas forças políticas da oposição cabo-verdiana consideram que não estão criadas as condições para a oficialização do crioulo neste momento.

 
O deputado da UCID, António Monteiro, disse que há ainda a necessidade de se realizar estudos aprofundados sobre a matéria, no sentido de contribuir para a coesão nacional.

 
"É preciso fazer um estudo aprofundado e, quiçá, ouvir a própria população nesta matéria. Possivelmente, ao oficializarmos a língua através da nossa Constituição, poderemos estar a não trabalhar no sentido de uma coesão nacional, mas sim no sentido inverso", salientou.

 
Por seu lado, a deputada do MpD Filomena Delgado disse que nada foi feito para criar as condições para a oficialização do crioulo.

 
Filomena Delgado ressaltou que o seu partido não é contra a oficialização da língua materna, mas defende que a discussão sobre o assunto deve continuar.

 
"Entendemos que o artigo 9.º (da Constituição), com a redacção que tem, neste momento, vai continuar a permitir aos cabo-verdianos utilizar a língua materna no seu dia-a-dia", defendeu.

 
A deputada avançou ainda que não estão criadas as condições para uma paridade do crioulo com a língua portuguesa.

 
"Vamos colocar na Constituição que a língua cabo-verdiana é língua oficial em paridade com a língua portuguesa e vamos continuar a utilizar na educação, nos boletins oficiais, o português. Por isso, consideramos que as condições não estão criadas e abstivemo-nos", acrescentou.

 
Já o deputado do PAICV Rui Semedo considerou a rejeição do artigo 4.º da proposta do seu partido "uma ofensa e um desprezo" à língua nacional.

 
Rui Semedo considerou ainda que não é possível criar condições ideais para depois tomar a medida de oficialização do crioulo.

 
"Condições óptimas nunca são criadas à partida. Medidas desta natureza são tomadas e continua-se a trabalhar na criação de condições para dar sustento à medida tomada. Achamos que esta é a via", disse.

 
A sessão especial do Parlamento para a revisão da Constituição teve início segunda-feira com a discussão na especialidade da proposta do PAICV.

 
Os quatro artigos já discutidos foram todos chumbados pela oposição.

0  Comentários
0 votos
09/02/10, 10:57

PM de São Tomé quer Galp Energia na exploração de hidrocarbonetos

O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Rafael Branco, defende a participação da Galp Energia na exploração de hidrocarbonetos na Zona Económica Exclusiva Ver Notícia
09/02/10, 10:44

Paulo Kassoma é eleito presidente da Assembleia Nacional de Angola

O deputado Paulo Kassoma, ex-primeiro ministro de Angola, é eleito hoje presidente da Assembleia Nacional por indicação do seu partido, o MPLA, que tem 191 dos Ver Notícia
08/02/10, 18:19

Águas de Portugal cumpriu metade das obrigações em Maputo, diz administrador delegado

A Águas de Portugal diz que já cumpriu 50% da sua parte na gestão da rede pública de água em Maputo, e assegura que completará a missão até 2014, ano em que Ver Notícia
08/02/10, 16:10

Bolsa de Valores de Cabo Verde promove oportunidades de investimento em Portugal

A Bolsa de Valores cabo-verdiana (BVC) vai, nos próximos dias, promover as oportunidades de investimento em Cabo Verde em vários países europeus, entre eles Ver Notícia
  • EUROPE
  • US
  • ASIA
PSI 20
Powered by
CAC 40
pub
NOTICIAS
  • ÚLTIMAS
  • + LIDAS
  • DESTAQUES