África mais atractiva para os EUA que antes da crise, diz MCC África 23/09/09, 15:38OJE/Lusa O investimento em África é agora mais atractivo para as empresas que antes da crise financeira mundial, defende a directora-geral para Iniciativas do Sector Privado da Millennium Challenge Corporation (MCC), com sede em Washington. Numa entrevista ao america.gov, divulgada hoje pela Embaixada dos EUA em Cabo Verde, Jeri Jensen sublinha que, do ponto de vista do sector privado, África é "a próxima fronteira natural" para investimentos e parcerias entre empresários e doadores no continente, permitindo "criar situações com benefícios mútuos", pois "partilham o risco do investimento". Jeri Jensen lembra as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), que indicam que o crescimento económico de África seja de 3,4% durante 2009, "o que é superior ao de muitas outras regiões do mundo que foram duramente atingidas pela crise financeira mundial". Lembrando o montante de 6.440 milhões de dólares (cerca de 4.600 milhões de euros) disponibilizado a 18 países (entre eles Cabo Verde e Moçambique) para concursos públicos nos próximos 18 meses a dois anos, Jensen sustenta que algumas empresas norte-americanas têm preferido fazer parcerias com um doador em África, porque se torna "mais atractivo agora do que antes da crise. Há uma procura muito mais reduzida na Europa e nos EUA mas há também o desejo de mais empresas visionárias entrarem no terreno em África com investimentos a longo prazo", acrescenta a responsável do MCC, organização que, em Cabo Verde, conta com o Millennium Challenge Account (MCA). Seguindo a linha dos discursos oficiais norte-americanos, Jensen sublinha que a democracia é "essencial" para o crescimento dos negócios e do comércio em África, sendo Cabo Verde um dos parceiros cujo desempenho tem agradado aos responsáveis do MCC. As palavras de Jensen surgem poucos dias antes da Cimeira Empresarial Estados Unidos/África, que reunirá em Washington, de 29 deste mês a 1 de Outubro, empresários e líderes africanos, e onde será exortado às empresas norte-americanas para investirem no continente africano. Co-participada pelo MCC e pelo Corporate Council on Africa (que representa os interesses do sector privado nos EUA), a cimeira empresarial realiza-se de dois em dois anos, reúne líderes de Governos africanos, incluindo dez chefes de Estado, com representantes do sector privado que estão interessados em iniciar ou expandir os seus investimentos no "continente negro". Para muitos investidores norte-americanos, sublinha Jensen, "África é um território inexplorado", pelo que a MCC quer diversificar as exportações africanas para os EUA, pois a maior parte delas são produtos petrolíferos. No seu entender, os países que participam actualmente em programas da MCC "já são parceiros ideais de investimento", porque a participação exige que seja satisfeita uma série de critérios, como boa governação, transparência, boa justiça, reformas económicas e investimentos nas áreas sociais. A MCC, conclui Jensen, quer aproveitar a Cimeira Empresarial EUA/África para aumentar os conhecimentos do sector privado norte-americano sobre os programas da organização, "um parceiro natural para o sector privado em África", uma vez que surgem "novas oportunidades" que podem ser canalizadas através da MCC. ![]() ![]() ![]() 21/05/12, 18:32 EUA apresentam iniciativa comercial para colmatar défice na relação bilateral com MoçambiqueO embaixador dos EUA em Portugal admitiu hoje um défice da presença norte-americana nas relações comerciais com países africanos e apresentou o Fórum Acess21/05/12, 11:11 Zimbabué vai pagar dívida à HCB até final do anoO governo do Zimbabué assegurou que vai saldar, até ao final do ano, o total da dívida à Hidroelétrica da Cahora Bassa (HCB), disse hoje o administrador18/05/12, 11:02 FMI prevê crescimento de 8% em AngolaO Fundo Monetário Internacional (FMI) previu hoje um crescimento de 8% da economia angolana para este ano, graças ao aumento da procura petrolífera e aos18/05/12, 00:30 Vice-governador de Benguela quer parcerias empresariais, incluindo com estrangeirosO vice-governador provincial de Benguela para os serviços técnicos e infraestruturas, António Calengue, chamou a atenção dos empresários locais para a |