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Angolanos impõem nova gestão no BCP
África
27/01/12, 01:06
OJE

Nuno Amado, o atual CEO do Santander Totta, deverá ser convidado, nos próximos dias, por acionistas de referência do BCP, liderados pela Sonangol, para assumir a liderança deste banco.
 
A informação não é oficial, tendo sido avançada por fontes financeiras e citada por vários órgãos de comunicação social. Fontes oficiais de ambos os bancos não fizeram comentários.
 
A saída de Carlos Santos Ferreira foi antecipada pelo "Diário Económico", a partir de declarações do próprio gestor, que assumia poderem, os acionistas, querer alterar, na próxima AG, o modelo de governança, passando de dualista para monista. O objetivo seria criar uma maior envolvência da administração com a realidade, com as decisões a "achatarem-se".
 
As declarações de Santos Ferreira, tido como um líder de consensos, foram cruciais, numa época atribulada para o Millennium bcp. Foram também aproveitadas para lançar, no mercado financeiro, a informação sobre o convite a Nuno Amado. Embora sem informação oficial, várias fontes financeiras acreditam que Amado irá aceitar a proposta.
 
O modelo de liderança será diferente e terá em consideração dois aspetos fundamentais da vida do BCP: a necessidade de recapitalização rápida e a imprescindível necessidade de crescer nos mercados externos.
 
A ligação aos chineses e a procura do mercado brasileiro são duas apostas fortes, enquanto a manutenção da operação rentável na Polónia é um trunfo que os angolanos apreciam e que fez Santos Ferreira recuar num objetivo inicial de venda da operação.
 
O mercado do leste europeu, ainda longe de estar saturado, o mercado sul-americano, asiático e, sobretudo, o mercado subsaariano são nucleares na opção do crescimento. Em Angola, as operações crescem e o banco local está a servir de plataforma para várias opções. O banco tem apresentação de resultados marcada para 3 de fevereiro.
 
Mais capital
O banco de Carlos Santos Ferreira necessita de um reforço de capital que poderá chegar aos 1500 milhões de euros, mil milhões dos quais através da obrigações convertíveis a subscrever pelo Estado, e o restante via acionistas.
 
Prejuízo
O BCP poderá ter registado prejuízo de 504 milhões de euros em 2011, segundo o BPI Equity Research, citado pelo "Negócios". O valor resulta de imparidades e provisões no valor de 833 milhões de euros, mas mais de 801 milhões são não recorrentes.
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