Aposta no desenvolvimento de Cabo Verde passa por parcerias com países emergentes África 06/12/11, 09:24OJE/Lusa Cabo Verde está há muito a apostar na diversificação das parcerias, recorrendo às possíveis com os países emergentes, na tentativa de diversificar as já existentes com os Estados tradicionais, maioritariamente ocidentais. A ideia foi expressa segunda-feira à noite pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano, José Luís Rocha, na apresentação, em Cabo Verde, da versão em português do relatório "Perspectivas Económicas em África 2011", divulgado em Junho último. "Temos de transformar as nossas vantagens comparativas, face à nossa localização geoestratégica e à estabilidade política, em vantagens competitivas, tendo como três eixos fundamentais a Ásia, Atlântico Sul e Médio Oriente", sublinhou José Luís Rocha, na comunicação intitulada "África e os seus Parceiros Emergentes". Nesses três eixos, explicou, cabem, num primeiro plano, a China, Índia e até mesmo a Turquia, num segundo os parceiros do Sul, como Brasil, Angola e África do Sul e, num terceiro, tal como os restantes já em curso, o Qatar e os Emiratos Árabes Unidos. Para tal, acrescentou, há que pensar em estratégias que conjuguem o crescimento económico em África, no geral, e em Cabo Verde, no particular, com o aumento da oferta de emprego, bem como aumentar o ritmo de diminuição da pobreza, o desenvolvimento do sector privado e as reformas económicas e sociais. Mas, sublinhou José Luís Rocha, terá de se ter também em conta o "problema da sustentabilidade das parcerias", uma vez que, alertou, corre-se o risco de perpetuar África como fornecedor de matérias-primas, em detrimento do desenvolvimento da diversificação dos investimentos. "Cabo Verde, como país insular, está a diversificar as suas relações, havendo já em curso uma parceria com a China para a criação (na ilha de São Vicente) de uma Zona Económica chinesa para que Pequim possa exportar os seus produtos", disse. José Luís Rocha defendeu que as trocas comerciais com os países emergentes não podem ser vistas pelos parceiros tradicionais como concorrência, mas sim como complementaridade para o desenvolvimento sustentável de África e de Cabo Verde. O relatório aponta que o top cinco dos países emergentes que têm tido maior envolvimento com o continente africano integra a China (com 38,5% do mercado), seguido pela Índia (14,1%), Coreia do Sul (7,2%), Brasil (7,1%) e a surpreendente Turquia, com 6,5%. A evolução das trocas comerciais entre África e os países emergentes permitiu que estes representem 36,9% do total, em 2011, ganhando terreno aos parceiros tradicionais, que desceram para 53,2%, com a cooperação inter-africana a constituir os restantes 9,9%. A apresentação da versão portuguesa do relatório decorreu no auditório do Centro Cultural Português da Cidade da Praia, com a participação de representantes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico, através do respectivo Centro de Desenvolvimento, e da União Europeia. ![]() ![]() ![]() 21/05/12, 18:32 EUA apresentam iniciativa comercial para colmatar défice na relação bilateral com MoçambiqueO embaixador dos EUA em Portugal admitiu hoje um défice da presença norte-americana nas relações comerciais21/05/12, 11:11 Zimbabué vai pagar dívida à HCB até final do anoO governo do Zimbabué assegurou que vai saldar, até ao final do ano, o total da dívida à Hidroelétrica da18/05/12, 11:02 FMI prevê crescimento de 8% em AngolaO Fundo Monetário Internacional (FMI) previu hoje um crescimento de 8% da economia angolana para este ano,
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