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Bloco 1 da ZDC em São Tomé e Príncipe tem petróleo em quantidade comercial
África
26/12/11, 10:00
OJE/Lusa

O bloco um da zona de exploração conjunta São Tomé e Príncipe/Nigéria tem petróleo em quantidade comercial, que será "confirmado" com dois furos a serem feitos brevemente pela petrolífera francesa Total, disse o director-executivo da Autoridade Conjunta.
 
"Para a nossa sorte, já podemos afirmar que temos petróleo e em quantidade comercial, mas isto está ainda ao nível de estudos, que será confirmado no próximo ano com os dois furos agendados pela Total, um de exploração e outro de avaliação", disse Jorge Santos no programa Grande Entrevista', da televisão pública são-tomense (TVS) transmitida na noite de sábado.
 
A Total é principal operadora do bloco um na Zona de Desenvolvimento Conjunta (ZDC) e o seu director-geral Francois le Cocq anunciou em 30 de Novembro, na capital são-tomense, que esta empresa vai fazer dois furos neste bloco, no primeiro trimestre de 2012, num investimento de mais de 200 milhões de dólares norte americanos (153 milhões de euros).
 
O director-executivo da ZDC sublinhou ainda que estudos efectuados há dois anos confirmam a existência de petróleo e gás noutros blocos já adjudicados pela autoridade conjunta dos dois países.
 
"Nós temos ainda os blocos 2, 3 e 4 que já foram adjudicados e que estão entregues à Sinopec Addax", disse Jorge Santos.
 
"Nesses blocos, foram feitos cinco furos há dois anos. No bloco 2 confirmou-se a existência de petróleo e de gás, no bloco 3 não se confirmou nada, no bloco 4 também se confirmou que existem petróleo e gás, mas ainda é preciso verificar se a quantidade é comerciável", acrescentou.
 
O director-executivo da zona de desenvolvimento conjunto revelou também que, nos próximos meses, vão estar concluídas as negociações do contrato de partilha de produção dos blocos 5 e 6 , depois de a autoridade conjunta e a Environement Remediation Holding Corporation (ERHC) terem ultrapassado um impasse.
 
Referindo-se à demora que se tem verificado na exploração de petróleo na zona de exploração conjunta entre São Tomé e Príncipe e Nigéria, Jorge Santos justificou que isso se deve a dificuldades em encontrar equipamentos disponíveis para fazer perfuração em águas ultra profundas.
 
"Há pequenos acertos relacionados um pouco com a aquisição de torre de perfuração com capacidade para perfurar 2 a 3 mil metros, em zonas ultra profundas. Essas torres são escassas e, com o aumento digamos assim do preço de petróleo, há uma grande procura", explicou.
 
"Colocamos muita expectativa no petróleo, estamos ainda em fase exploratória, de investigação, é uma fase que requer em media entre 10 e 15 anos, portanto é um processo longo que se complica ainda mais com a aquisição das torres de perfuração" explicou.
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