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Comunidade internacional "vê com simpatia" progressos de Cabo Verde, diz embaixadora do Senegal
África
13/01/10, 12:02
OJE/Lusa

A decana das embaixadoras acreditadas em Cabo Verde afirmou ontem que a comunidade internacional vê "com muita atenção e simpatia" os progressos económicos e sociais no arquipélago, sobretudo depois de um ano "particularmente difícil".


 

Segundo a embaixadora do Senegal na Cidade da Praia, Marianne N'Daye, Cabo Verde está a consolidar as suas instituições, a preservar a estabilidade e a reforçar a segurança, "o que tem vindo a reforçar cada vez mais o prestígio internacional".


Marianne N'Daye, que falava na cerimónia de apresentação de cumprimentos de Ano Novo ao Presidente cabo-verdiano, Pedro Pires, lembrou que 2009 foi um ano "particularmente difícil e exigente" para as autoridades cabo-verdianas.


"Além da crise financeira internacional e da epidemia da dengue que abalou o país (mais de 20 mil casos e seis mortos nos três últimos meses de 2009), Cabo Verde continuou a demonstrar a sua performance ao nível internacional e, desta forma, a usufruir do respeito e da consideração de todos", sublinhou.


A visita de personalidades estrangeiras, sobretudo as da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e do primeiro-ministro português, José Sócrates, e a evolução no índice de percepção de corrupção, que colocou o arquipélago entre os mais transparentes de África, são "alguns dos vários aspectos positivos" destacados pela diplomata senegalesa.


Marianne N'Daye destacou também as sucessivas avaliações macroeconómicas positivas feitas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e a eleição de Cabo Verde para um inédito segundo Compacto do Millennium Challenge Corporation (MCC, apoio público ao desenvolvimento pelos EUA) como outros exemplos da boa governação do executivo de José Maria Neves.


Manifestando a "disponibilidade" da comunidade internacional para continuar a apoiar o desenvolvimento do arquipélago, a diplomata senegalesa admitiu, porém, que a responsabilidade pelos desafios que se seguem também tem de ser assumida pelos parceiros de Cabo Verde.


Marianne N'Daye recorreu ainda às palavras proferidas pelo Papa Bento XVI em Novembro último, na cimeira da FAO - "a fome é o sinal mais cruel e mais concreto da pobreza" -, para lembrar que há ainda um longo caminho a percorrer em Cabo Verde para acabar de vez com a pobreza.


Presentes na cerimónia estiveram todos os embaixadores acreditados em Cabo Verde, entre elas a de Portugal, Graça Andresen Guimarães, bem como os coordenadores residentes das diferentes organizações internacionais.

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