Crédito mal parado duplica em Angola África 02/11/11, 13:32OJE/Lusa O crédito mal parado na banca angolana quase duplicou de 2009 para 2010, segundo um estudo da KPMG apresentado em Luanda, que destaca ainda a "retoma do crescimento económico". O estudo, "Análise ao Sector Bancário Angolano", salienta-se que o rácio do crédito vencido sobre o crédito total aumentou em 2010 para 5,1%, comparativamente aos 2,83% registados em 2009. "O crédito vencido atingiu (em 2010) níveis de alguma preocupação e que exigem especial cuidado do sector bancário", defendeu José Luís Silva, representante da KPMG em Angola, que apresentou o estudo. Para enfrentar este problema, a KPMG sustenta no estudo que se "deverá refinar a concessão de crédito, acompanhar e monitorizar essas operações e executar processos de recuperação de crédito em incumprimento eficazes". "A retoma do crescimento fará diminuir o rácio de 5,1% alcançado em 2010", acrescentou José Luís Silva. E é a retoma do crescimento que o estudo da KPMG destaca, considerando que a banca, "sector infra-estruturante de toda a economia angolana", apresenta condições para consolidar o crescimento que apresenta em "praticamente todas as rubricas de análise - activos, crédito, depósitos e resultados. O estudo partiu das informações disponibilizadas por 14 dos 23 bancos que estão autorizados a operar em Angola, em que cinco das instituições analisadas representam cerca de 80% do mercado. Em termos de activos totais, os cinco maiores bancos são o Banco Africano de Investimentos, o Banco Espírito Santo Angola, o Banco de Poupança e Crédito, o Banco BIC e o Privado Atlântico. A progressiva "bancarização" das instituições analisadas, com a expansão da sua actividade mercê da abertura de novos balcões, distribuídos pelas 18 províncias do país, e o facto de apenas 11% da população estar "bancarizada", representa, para a KPMG, um sinal de que o "potencial de crescimento do sector é brutal", podendo mesmo vir a duplicar a curto prazo. Os desafios que se colocam ao sector bancário angolano assentam na necessidade de uma "estratégia concertada e adequada", tendo em vista dois pontos: a perspectiva estratégica de negócio e a perspectiva de regulamentação e introdução de boas práticas internacionais. Relativamente à economia angolana, a KPMG sublinhou que esta "permanece ainda bastante vulnerável à crise e à desaceleração económicas externas, na medida em que o Produto Interno Bruto permanece ainda muito dependente das receitas petrolíferas, não obstante o esforço de diversificação sectorial que tem sido levado a cabo pelo governo". O crescimento da economia, que em 2012 se prevê que seja de 10,7%, contra os 3,7% previstos pelo Fundo Monetário Internacional para 2011,oferece as condições para o consequente crescimento e desenvolvimento da banca comercial. ![]() ![]() ![]() 23/05/12, 11:02 Exportações para Moçambique aumentaram 95% no primeiro trimestreAs exportações portuguesas para Moçambique cresceram 95% no primeiro trimestre de 2012, relativamente ao23/05/12, 01:06 África eleva lucro da Mota-EngilO lucro da Mota-Engil cresceu 45% no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2011, atingindo a fasquia21/05/12, 18:32 EUA apresentam iniciativa comercial para colmatar défice na relação bilateral com MoçambiqueO embaixador dos EUA em Portugal admitiu hoje um défice da presença norte-americana nas relações comerciais
Artigos relacionados
|