FMI diz que houve má interpretação sobre alegada falta de 25 mil milhões de euros nas contas públicas angolanas África 20/01/12, 11:13OJE/Lusa O alegado desaparecimento de 32 mil milhões de dólares (25 mil milhões de euros) das contas públicas angolanas foi explicado em Luanda pelo FMI como "má interpretação" do último relatório da instituição sobre Angola. A explicação foi dada em conferência de imprensa, ao final do dia de quinta-feira, pelo diretor do FMI para Angola, o italiano Mauro Mecagni, que liderou a delegação da instituição que terminou uma missão de nove dias de análise das contas e avaliação no âmbito do Acordo Stand-By por parte do Governo angolano. No último relatório do FMI sobre Angola, de dezembro passado, a instituição chamou a atenção para a necessidade de "esclarecimentos sobre o saldo residual inexplicado no Orçamento", no valor de 32 mil milhões de dólares. Esta situação, levou a organização não-governamental Human Rights Watch a alegar o "desaparecimento de 32 mil milhões de dólares", sublinhando que a soma em questão equivale a um quarto do produto interno bruto de Angola. Segundo Mauro Megagni, a alegação da HRW não passou de uma "interpretação errada" em virtude de haver investimentos públicos, em estradas, ferrovias, entre outros, que não foram plenamente refletidos no Orçamento Geral do Estado. "Foi um trabalho de esclarecimento das contas fiscais. Resíduos não explicados é algo muito diferente de recursos financeiros desaparecidos. Há partes que não são muito abrangentes, pelo que se deve melhorar os registos dessa informação e dos dados sobre as operações fiscais não incluídos nas estatísticas. É isso que explica o relatório", disse o chefe da missão do FMI. Mauro Mecagni reconhece, todavia, de que se trata de um "problema importante", porque, acrescentou, "os resíduos saem das receitas, das despesas e das fontes de financiamento". Para solucionar a questão, as autoridades angolanas estão a adotar medidas para melhorar as estatísticas, assim como a trabalhar na reconciliação de dados com a Sonangol e na próxima revisão o Fundo Monetário Internacional "vai ter as respostas necessárias", sinalizou Mauro Mecagni. A missão do FMI vai agora elaborar um relatório que será submetido à direção da instituição, mas Mauro Mecagni antecipou que o resultado deverá ser positivo, porquanto, os sinais de crescimento e consolidação económica apontam nesse sentido. "Comparando a situação económica de Angola em 2008/2009 e a atual verifica-se que as finanças públicas foram fortalecidas de forma substancial", disse. "A balança de pagamentos está fortalecida, as reservas externas voltaram a uma posição superior à de antes da crise. A inflação está a diminuir, passando de 11,4%, no final de 2011 para um dígito muito brevemente", sublinhou. Persistem, contudo, variados desafios, como manter o desenvolvimento, assegurar a criação de empregos, a diversificação da economia e ultrapassar as vulnerabilidades geradas pela flutuação dos preços do petróleo. "Angola está francamente na via do crescimento, assim penso que o resultado desta missão foi a confirmação do compromisso das autoridades em manter a economia estável, para manter e fortalecer a estabilidade do país", concluiu. ![]() ![]() ![]() 23/05/12, 11:56 Tailandesa PTT aumenta oferta pela Cove EnergyA empresa tailandesa PTT anunciou hoje que aumentou para 1,5 mil milhões de euros a sua oferta pela compra da Cove Energy, que participa na prospeção de gás no23/05/12, 11:02 Exportações para Moçambique aumentaram 95% no primeiro trimestreAs exportações portuguesas para Moçambique cresceram 95% no primeiro trimestre de 2012, relativamente ao mesmo período do ano anterior, revelou hoje o23/05/12, 01:06 África eleva lucro da Mota-EngilO lucro da Mota-Engil cresceu 45% no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2011, atingindo a fasquia dos 4,5 milhões de euros. Esta melhoria foi21/05/12, 18:32 EUA apresentam iniciativa comercial para colmatar défice na relação bilateral com MoçambiqueO embaixador dos EUA em Portugal admitiu hoje um défice da presença norte-americana nas relações comerciais com países africanos e apresentou o Fórum Acess |