FMI transfere mais 99 milhões para Luanda África 10/11/11, 18:10OJE/Lusa O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou hoje a administração orçamental de Angola, concedendo uma nova tranche de crédito de 134,8 milhões de dólares (99 milhões de euros), mas apelou por outro lado a uma melhor gestão das receitas do petróleo. Os empréstimos do FMI a Angola, um dos maiores produtores de petróleo do continente, ascendem a 1,21 mil milhões de dólares (888 milhões de euros) desde 2009. "As autoridades angolanas merecem os cumprimentos pelo alto desempenho alcançado no quadro do programa de reforma e estabilização apoiado pelo Fundo", disse, num comunicado, o vice-director do FMI, Naoyuki Shinohara. "A gestão das finanças públicas e a transparência são questões prioritárias que requerem progressos", referiu Shinohara. Entretanto, o responsável do FMI declarou que "o governo tem melhorado o controlo das transferências dos royalties do petróleo para o Orçamento do Estado e esforços estão em curso para reduzir as somas inexplicáveis nas contas do Governo e nas actividades (...) da companhia petrolífera do Estado", a Sonangol. Por vezes considerada como uma estrutura paralela do governo, a Sonangol detém as concessões petrolíferas, ocupa-se da distribuição e possui uma importante carteira de investimentos no estrangeiro e em Angola. Possui igualmente a sua companhia aérea, dirige programas governamentais de habitação e indústria. Um relatório da organização não-governamental Global Witness, de 2010, observou diferenças muito significativas entre as receitas do petróleo fornecido pelos Ministérios das Finanças e do Petróleo e as receitas declaradas pela Sonangol na sua contabilidade. A inexactidão das contas do governo angolano também foi relevada pelo FMI. Diarmid O´Sullivan, da Global Witness, indicou "questões fundamentais" sem respostas, apesar das melhorias constatadas pelo FMI. "O governo produz relatórios trimestrais sobre a execução orçamental e as empresas de petróleo do Estado publicam auditorias financeiras", "o Banco Central melhorou o sistema de controlo interno e terminou a sua auditoria em 2010", observou O´Sullivan. "Embora a Sonangol publique as contas, a maioria permanece obscura. Há igualmente muitas perguntas sobre as sociedades mistas da Sonangol e o que detém realmente, assim como o que possui no exterior", indicou O´Sullivan. O representante do FMI em Angola, Nicholas Staines, referiu que Angola "tem dificuldades em produzir contas claras." Segundo o FMI, um plano de finanças público a médio prazo vai facilitar o trabalho de proteger o país da flutuação do mercado do petróleo. Em Novembro de 2009, o FMI aceitou acordar um crédito de 1,4 mil milhões de dólares (1,02 mil milhões de euros) para ajudar Angola a reconstituir as suas reservas de divisas, depois de uma baixa do mercado do petróleo diante da recessão mundial. ![]() ![]() ![]() 23/05/12, 11:56 Tailandesa PTT aumenta oferta pela Cove EnergyA empresa tailandesa PTT anunciou hoje que aumentou para 1,5 mil milhões de euros a sua oferta pela compra da Cove Energy, que participa na prospeção de gás no23/05/12, 11:02 Exportações para Moçambique aumentaram 95% no primeiro trimestreAs exportações portuguesas para Moçambique cresceram 95% no primeiro trimestre de 2012, relativamente ao mesmo período do ano anterior, revelou hoje o23/05/12, 01:06 África eleva lucro da Mota-EngilO lucro da Mota-Engil cresceu 45% no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2011, atingindo a fasquia dos 4,5 milhões de euros. Esta melhoria foi21/05/12, 18:32 EUA apresentam iniciativa comercial para colmatar défice na relação bilateral com MoçambiqueO embaixador dos EUA em Portugal admitiu hoje um défice da presença norte-americana nas relações comerciais com países africanos e apresentou o Fórum Acess |