04/02/10, 10:39
Daniel Yohannes, que chegou quarta-feira à noite a Cabo Verde para uma visita de dois dias, afirmou que a execução do I Compacto, que termina a 31 de Dezembro deste ano, foi coroada de "sucesso" e que, face ao êxito alcançado, vai analisar com as autoridades locais as perspectivas para um II Compacto.
"Destaco o empenho do Governo cabo-verdiano ao gerir os fundos de um elevado montante de 116 milhões de dólares (82,2 milhões de euros) para garantir que os objectivos iniciais do Compacto possam ser completamente realizados", referiu, lembrando também o apoio do Millennium Challenge Account/Cabo Verde (MCA/CV).
"Trata-se de um feito que merece ser aplaudido. É um país a assumir a liderança do seu desenvolvimento. Estamos a aguardar a conclusão do I Compacto e tanto o MCC como os países parceiros do MCC beneficiaram com a experiência de Cabo Verde no desenvolvimento e execução do I Compacto", assinado em 2005, sublinhou Yohannes.
Lembrando que Cabo Verde foi o primeiro país a ser seleccionado pelo Conselho de Administração do MCC para um II Compacto, Yohannes disse estar na Cidade da Praia para analisar as novas propostas para o próximo pacote de assistência financeira, que o Governo de Cabo Verde já disse que espera poder assinar até Outubro próximo.
"Esperamos que o II Compacto venha capitalizar e maximizar essa experiência, que traga ideias inovadores, para incentivar as parcerias público-privadas, proporcionar uma maior participação das organizações da sociedade civil e com contribuições contínuas do Governo e o apoio de outros doadores interessados", sustentou.
O director executivo do MCC, que à chegada à Cidade da Praia se limitou a ler uma declaração, sem direito a perguntas por parte dos jornalistas, definiu Cabo Verde como um país que, em África, tem desenvolvido uma "democracia singular e vibrante".
"Enquanto pessoa que nasceu em África e que segue o desenvolvimento africano, também eu me orgulho com as vossas conquistas", sublinhou, lembrando o contributo positivo para os EUA da vasta comunidade cabo-verdiana residente em solo norte-americano.
Daniel Yohannes, acompanhado por uma delegação de três elementos do MCC, vai ter reuniões de trabalho com vários membros do Governo cabo-verdiano - primeiro-ministro e ministros dos Negócios Estrangeiros, da Reforma do Estado e das Finanças - e visitará alguns dos projectos em curso no quadro do I Compacto.
Até 31 de Dezembro de 2009 o MCA/CV desembolsou 67,8 milhões dos 100,8 milhões de dólares (48,42 milhões dos 72 milhões de euros) englobados no I Compacto assinado com os EUA em 2005, a que se juntaram no ano passado mais 15,2 milhões de dólares (10,8 milhões de euros) para reforço dos programas em curso.
Agricultura, infra-estruturação agrícola, criação de vários centros de produção e de gestão ambiental e da água, transporte e armazenamento, conservação dos solos, informações sobre preços de mercado e acesso ao crédito, análises financeiras e formação são alguns dos projectos assegurados pelo MCA/Cabo Verde.


