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Moçambique e Angola vão reavaliar relações comerciais com abertura de ligação aérea
África
16/11/09, 15:53
OJE/Lusa

A inauguração da ligação aérea hoje entre Maputo e Luanda levará Moçambique e Angola a reavaliarem as relações comerciais, porque as actuais "não são as mais desejáveis", disse à Lusa o embaixador angolano em Maputo, Garcia Bires.

Falando à Lusa no aeroporto internacional de Maputo, antes da partida para a capital angolana, Garcia Bires assegurou que Moçambique e Angola vão reavaliar a parceria económica, pelo facto de, no futuro, poder-se "assistir uma nova dinâmica na relação entre os dois países".

 
"Infelizmente, hoje, as relações comerciais ainda não são as mais desejáveis, tendo em conta os níveis de desenvolvimento dos nossos países", disse.

 
"Mas com o andar do tempo, não só no quadro da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) mas também no conjunto de relações que se prevêem entre Angola e Moçambique, iremos assistir uma nova dinâmica na relação entre os dois países", acrescentou.

 
A LAM iniciou hoje a ligação Maputo-Luanda, num voo inaugural em que viajam 50 empresários para tentar fortalecer na capital angolana laços de cooperação e novas parcerias.

 
O voo de hoje é efectuado com um avião Embraer 190, que a LAM comprou já este ano ao Brasil e que tem capacidade para transportar 93 passageiros.

 
Também os ministros moçambicanos dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, das Finanças, Manuel Chang, e do Interior, José Pacheco, viajaram para Luanda no voo inaugural, além do embaixador de Angola em Maputo, Garcia Bires.

 
"Futuramente, poderemos falar de um nível de relações económicas em vários sectores. Hoje tudo está limitado, mas creio que no futuro próximo vamos reavaliar e encontrar novas formas de cooperação entre Angola e Moçambique", afirmou em entrevista à Lusa.

 
Questionado sobre a viabilidade de os empresários moçambicanos conquistarem o mercado competitivo angolano, Garcia Bires referiu: "tenho a certeza de que os empresários moçambicanos poderão investir em vários sectores em Angola, sobretudo os que não exigem elevadas somas".

 
"É uma questão de saber o que nos interessa hoje e amanhã, naturalmente com os interesses angolanos e capacidades moçambicanas e também obedecendo todo um programa que Angola tem sobre o desenvolvimento", disse.

 
Quanto as áreas a serem exploradas, disse Garcia Bires, "cabe aos interessados (empresários moçambicanos) discutirem com os seus homólogos angolanos".

 
"A delegação que vai a Luanda terá por missão procurar as áreas onde o empresariado angolano poderá colaborar. É uma questão de oportunidade, mas o futuro nos dirá", concluiu.

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