PUB
Faça do OJE a sua homepage
Montepio
Presidente cabo-verdiano considera que OE2012 reflecte contexto de crise
África
25/11/11, 10:24
OJE/Lusa

O presidente cabo-verdiano considerou hoje normal que haja visões diferenciadas sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2012, aprovado quarta-feira no Parlamento, já que o documento reflecte um contexto preciso de crise internacional que se vive.
 
Instado pelos jornalistas para fazer uma avaliação ao OE, Jorge Carlos Fonseca respondeu que, a partir do momento que o Orçamento é aprovado pelo Parlamento, ao chefe de Estado cabe trabalhar para que o documento seja executado de forma adequada e legal.
 
"Não cabe ao PR fazer a sua avaliação. De todo o modo, é um orçamento que reflecte um contexto preciso em que vivemos, com impactos de uma crise financeira internacional que atinge em particular os países da União Europeia", afirmou.
 
"A economia cabo-verdiana é muito dependente da Europa, o que quer dizer que vamos ser tocados pelos impactos da crise", acrescentou, citado pela Inforpress.
 
Segundo Jorge Carlos Fonseca, Cabo Verde poderá ser afectado sobretudo nas remessas dos emigrantes, já que a maior parte da diáspora cabo-verdiana reside nos países europeus em crise.
 
"O orçamento, de algum modo, teria de reflectir este caso de coisas, mas também é normal que haja visões diferenciadas em relação à sua adequação, tendo em vista o contexto que se vive e, sobretudo, os desafios que o país tem pela frente", apontou.
 
O combate ao desemprego, as respostas às expectativas da juventude cabo-verdiana, a criação de uma economia de serviços, a afirmação e o desenvolvimento do poder local são alguns dos desafios do arquipélago que, no entender do presidente cabo-verdiano, o OE deve ter em conta.
 
"Enquanto Presidente da República, parece-me fundamental que o OE espelhe opções que se traduzam em políticas que levem ao crescimento sustentável forte e prolongado da economia, porque é a única forma de criar riqueza e de combater um problema, que é o desemprego", opinou.
 
Após dois dias e meio de debates, o OE foi aprovado quarta-feira com os votos favoráveis do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, maioritário do Parlamento), com a oposição do Movimento para a Democracia (MpD) a votar contra e a da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) a abster-se.
 
A proposta de OE foi aprovada pelo governo a 7 de Outubro e, segundo o Executivo, reflecte a crise económica internacional, reduz a despesa, privilegia as áreas sociais e mantém o programa de investimentos públicos.
 
Com despesas de 57,1 milhões de contos (517,8 milhões de euros - menos 3,75% do que o de 2011) e receitas de 40,7 milhões de contos (369,1 milhões de euros - menos 7,5% do que o deste ano), o OE tem um défice de cobertura de 9,8% (correspondente a 16,4 milhões de contos - 148,7 milhões de euros), que está totalmente assegurado por fundos concessionais.
 
Estes fundos correspondem a empréstimos de instituições internacionais, feitos a longo prazo e com uma baixa taxa de juro.
0  Comentários
0 votos
23/05/12, 11:56

Tailandesa PTT aumenta oferta pela Cove Energy

A empresa tailandesa PTT anunciou hoje que aumentou para 1,5 mil milhões de euros a sua oferta pela compra da Ver Notícia
23/05/12, 11:02

Exportações para Moçambique aumentaram 95% no primeiro trimestre

As exportações portuguesas para Moçambique cresceram 95% no primeiro trimestre de 2012, relativamente ao Ver Notícia
23/05/12, 01:06

África eleva lucro da Mota-Engil

O lucro da Mota-Engil cresceu 45% no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2011, atingindo a fasquia Ver Notícia
Artigos relacionados
  • EUROPE
  • US
  • ASIA
PSI 20
Powered by
CAC 40
pub
NOTICIAS
  • ÚLTIMAS
  • + LIDAS
  • DESTAQUES