PUB
Faça do OJE a sua homepage
Montepio
Solidariedade e poupança crescem juntos
Destaque
22/12/11, 09:25
OJE

A solidariedade constrói-se com melhor redistribuição e também com mais poupança para o futuro. É uma frase feita, mas que volta a aplicar-se nos dias de hoje.


Os portugueses estão a poupar menos. A revelação parece óbvia, mas é importante saber as condicionantes. Um recente estudo do banco Cetelem dá as necessárias pistas. Estão no senso comum. O que não se diz é que a poupança está directamente ligada à capacidade de ser solidário, à capacidade de redistribuir a riqueza. Daqui decorre que poupar é a primeira fase do processo para se ser consistentemente solidário.

A sociedade actual continua a viver na voracidade do consumo e da dívida. As circunstâncias dos 2 últimos anos atenuaram esse facto, mas ele persiste. O desígnio nacional passa por racionalizar o consumo, incentivar a poupança e saber redistribuí-la. Aqui, entramos na fase da solidariedade. O modelo económico que seguimos nos últimos anos impediu essa poupança e passou a ser um desígnio nacional poupar. A solidariedade também se discute na capacidade da sociedade acomodar as responsabilidades contraídas perante os seus cidadãos.

A "dieta" financeira a que todos estamos a ser forçados, começou com as preocupações a nível do sistema financeiro global em face da crise da dívida soberana da Europa. O problema é, no entanto, global, já que a "toxicidade dos níveis de dívida prevalecente no complexo dos países desenvolvidos poderia fazer supor que o problema está circunscrito aos países ricos, mas assim não é. Nos mercados emergentes, a dívida é também desproporcionada e perniciosa, apesar de menos saliente. O elo reside nos sistemas cambiais, com base no dólar e no euro. Isto determina que, qualquer expansão monetária da Fed ou do BCE, se transmite de forma imediata para os sistemas financeiros dos mercados emergentes", escreveu um analista do Millenniumbcp, em Outubro último.

Mas voltando à poupança e à solidariedade, os números mais recentes são preocupantes. O estudo da Cetelem a que já aludimos, revela que tanto as intenções de consumo como de poupança diminuíram em Portugal. Dizem aqueles técnicos que 64% dos portugueses não espera conseguir poupar mais nos próximos meses e 81% não tem intenção de aumentar as suas despesas. Adianta, em nota, Conceição Caldeira da Silva, da Cetelem, que "o contexto se mantém globalmente marcado por um poder de compra limitado e o comportamento dos consumidores ressente-se disso mesmo, daí não existir intenção de aumentar as despesas nos próximos tempos. O aumento generalizado dos preços faz com que os portugueses também não tenham interesse em poupar".

No comparativo entre países desenvolvidos, a questão da poupança é a nota dominante entre os que apresentam menor risco de crédito, caso da Noruega, Suíça e Alemanha, e os intervencionados, caso de Portugal. Num quadro do Banco Mundial pode constatar-se que a poupança bruta em percentagem do PIB era de 28,84% em Portugal, em 1979, manteve-se estável até 1989, quando estava nos 28,09%, caiu em 1999 para 20,49 e há dois anos estava nos 9,29% em percentagem do PIB. Este nível compara com a Grécia, onde estava nos 3,39%, mas negativamente com Espanha, que estava nos 19,21%, e longe dos melhores, caso da Noruega, com 33,21% ou Suíça, com 32,33%.

0  Comentários
0 votos
16/05/12, 00:45

Pressão demográfica asfixia proteção social

O envelhecimento da população e a recessão tornam a Segurança Social como a conhecemos insustentável a médio Ver Notícia
02/05/12, 00:43

Arquipélago da Madeira: Pequenas Ilhas Grandes Experiências

Não há muitos pedaços de terra no Mundo que tenham tanto para oferecer em tão pouco espaço. Mas o arquipélago Ver Notícia
24/04/12, 01:02

O touro com comportamento de urso

Espanha está a um passo de pedir assistência internacional. Os mercados apostam nesse cenário. Políticos Ver Notícia
Artigos relacionados
pub
NOTICIAS
  • ÚLTIMAS
  • + LIDAS
  • DESTAQUES