Os líderes de 25 dos 27 governos da União Europeia aprovaram segunda-feira em cimeira um pacto de disciplina orçamental, anunciou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.
O Reino Unido e a República Checa são os dois países que se recusaram a assinar o acordo, em Bruxelas.
Da cimeira de ontem era esperado um acordo sobre a introdução da chamada "regra de ouro" sobre o equilíbrio das contas públicas, aliada a sanções mais fortes para os países incumpridores.
O acordo alcançado em Bruxelas por 25 dos 27 países da União Europeia é um "passo importante" para a estabilização da Europa, disse a chanceler alemã, Angela Merkel.
"Para muitos, foi uma desilusão não termos conseguido mudar os tratados" na cimeira europeia do início de dezembro", afirmou Merkel numa conferência de imprensa reproduzida pela televisão britânica BBC. "Dois meses depois, podemos dizer que concluímos o processo negocial, e demos um passo importante para uma União estável", acrescentou.
A chanceler alemã afirmou que "para quem vê a União ou mesmo a Zona Euro de fora, é muito importante mostrar este grau de empenho" e congratulou-se ainda por todos os membros da União terem aderido ao pacto orçamental, com exceção do Reino Unido e da República Checa.
Angela Merkel referiu-se também à situação na Grécia, minimizando a proposta alemã - firmemente rejeitada pelo Governo grego - de dar à União um controlo direto sobre as finanças públicas de Atentas.
"Precisamos de clareza", disse Merkel. "A Grécia terá que cumprir a sua parte, os partidos terão que comprometer-se com o resgate e o setor privado também terá que ajudar", acrescentou.
Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia terminaram esta noite em Bruxelas um Conselho Europeu cujo principal tema foi um "pacto orçamental", um tratado intergovernamental de reforço da disciplina das finanças públicas dos estados-membros, subscrito por 25 dos 27 países da UE.