Álvaro Santos Pereira descarta opção pelo nuclear neste momento Economia 01/02/12, 11:53OJE/Lusa A opção pela energia nuclear é uma questão que não se coloca neste momento, disse hoje o ministro da Economia e Obras Públicas, Álvaro Santos Pereira, no dia em que um conjunto de personalidades apresentou um manifesto sobre este tema. Essa questão "não se coloca neste momento" porque temos um excesso de produção energética, disse o ministro, ressalvando que, vivendo num país democrático, é um assunto que pode ser sempre discutido. As cerca de 50 personalidades ligadas ao manifesto sobre energia vão hoje colocar em cima da mesa a possibilidade de analisar a introdução do nuclear em Portugal. No manifesto, a que a agência Lusa teve acesso, os signatários referem que "não há nenhuma razão técnica para que em Portugal não se considere a análise da energia nuclear no estudo das diversas opções possíveis para a produção da energia elétrica". As personalidades, entre as quais se contam nomes como Alexandre Relvas, António Cardoso e Cunha, Francisco Van Zeller, Henrique Neto, João Salgueiro, Borges Gouveia, José Ribeiro e Castro, José Veiga Simão, Mira Amaral, Valente de Oliveira, Miguel beleza, Miguel Cadilhe, Patrick Monteiro de Barros e Pedro Sampaio Nunes, dizem estar "conscientes de que um país só tem direito de construir uma central nuclear se dispuser de um organismo do Estado técnica e politicamente independente". Pedro Sampaio Nunes afirmou à Lusa que seria também uma forma de aproveitar "os recursos endógenos" do país, já que está provada a existência de urânio, bem como gás de xisto, reafirmando que a energia nuclear "é a forma mais competitiva de geração elétrica". O manifesto indica ainda que a recente crise de Fukushima, no Japão, "obriga a que a opção nuclear seja cuidadosamente escrutinada face às questões de segurança", mas frisa a necessidade de "ter presente que a energia nuclear constitui a fonte primária mais importante para a produção de eletricidade na Europa, garantindo cerca de 30% do seu total". Por essa razão, este grupo de personalidades considera que "o seu eventual abandono não pode ser decidido sob pressão das circunstâncias". Os signatários acrescentam que a perspetiva de "virem a ser instaladas centrais mais evoluídas e muito mais seguras também não justifica um abandono definitivo da opção nuclear". E dão os exemplos da Suécia, Finlândia, Reino Unido, Polónia, França e países de Leste, que "declararam a manutenção dos seus planos de novo investimento em centrais nucleares", apesar do abandono da Alemanha e Suíça. O manifesto indica que uma das principais razões para a contínua aposta destes países no nuclear "é a impossibilidade reconhecida de se poderem diminuir as emissões de gases de efeito de estufa" sem considerar aquela opção. O outro argumento determinante "é a competitividade intrínseca desta forma de energia", dando o exemplo dos Emirados Árabes Unidos, que adjudicaram recentemente à Coreia do Sul quatro centrais nucleares por um valor unitário de 3,5 mil milhões de euros com preços de energia de 30,3 dólares (24 euros) por ‘megawatt/hora', "valores muito inferiores aos que são praticados no mercado ibérico". ![]() ![]() ![]() 23/05/12, 16:09 Número de casais inscritos nos centros de emprego atinge máximo histórico em abrilO número de casais em que ambos os cônjuges estão registados como desempregados atingiu em abril um máximo23/05/12, 12:04 Juros descem nas maturidades mais baixas em dia de reunião dos líderes europeusOs juros da dívida portuguesa estão hoje ligeiramente pressionados a dez anos, mas descem a dois e cinco23/05/12, 11:40 Japão mantém taxas de juro entre zero e 0,1%O Banco do Japão decidiu hoje manter as taxas de juro entre zero e 0,1% - nível em que se encontram desde
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