O Banco Central Europeu (BCE) vai manter as medidas excepcionais de apoio ao sistema financeiro, mesmo depois de ter revisto em alta as perspectivas de crescimento para 2010 e 2011.
De acordo com a imprensa internacional, esta decisão era esperada pelos analistas devido à continuação da incerteza quanto ao abrandamento da economia europeia e mundial.
A instituição vai realizar três novas operações de empréstimos aos bancos até Dezembro "a taxa fixa e volume ilimitado", disse hoje o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do conselho de governadores do BCE.
Estas operações vão continuar "enquanto for necessário", e pelo menos até Janeiro de 2011, acrescentou o responsável.
Trichet disse ainda que estas medidas foram tomadas por "consenso", o que significa que alguns membros do conselho de governadores votaram contra.
No entanto, o processo de retirada das medidas excepcionais "vai continuar", avisou.
As operações de crédito do banco central são consideradas cruciais para diversos bancos da Zona Euro, incluindo gregos e espanhóis, que lutam contra a falta de liquidez.
Também hoje o BCE reviu em alta as previsões de crescimento para 2010 em 1,6% face à anterior previsão de 1%, declarou o presidente da instituição monetária, Jean-Claude Trichet.
O crescimento será impulsionado em especial pela Alemanha, cujo PIB deverá aumentar cerca de 3% este ano, segundo o banco central alemão.
Em 2011, o crescimento deverá chegar a 1,4% face aos 1,2% anteriores.
O BCE reviu ainda em alta as estimativas da inflação na Zona Euro para 1,6% em 2010 e 1,7% em 2011, face aos anteriores 1,5 e 1,6%.
Ainda hoje, o BCE decidiu manter a sua principal taxa directora em 1% pelo 17.º mês consecutivo.
O conselho de governadores do BCE baixou em Maio de 2009 o preço do dinheiro para 1%, o valor mais baixo de sempre desta taxa desde a criação da união monetária em 1999, com o objectivo de ajudar à recuperação da economia.