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Crise europeia pode favorecer acordo com Mercosul, diz Durão Barroso
Economia
16/07/10, 16:32
OJE/Lusa

A crise económica da Europa poderá favorecer a negociação de um acordo comercial entre os países da União Europeia e do Mercosul, afirmou hoje o presidente da Comissão Europeia.

 
Durão Barroso, em visita oficial ao Brasil, salientou que a Europa precisa de procurar novas fontes de crescimento económico, como o comércio internacional, para superar a actual crise financeira.

 
"O comércio é o melhor amigo do crescimento e do contribuinte porque é a maneira de gerar riqueza, gerar crescimento, sem que sejam os contribuintes a pagar, através de mais impostos e de mais despesa pública", salientou.

 
"Vamos negociar (com o Mercosul) e esperamos chegar a um resultado equilibrado", sublinhou o presidente da Comissão Europeia, em declarações à imprensa local.

 
Suspensa desde 2004, a negociação de um acordo entre os dois blocos sobre uma possível liberalização das suas trocas comerciais voltou a ser discutida no fim do ano passado, quando a UE demonstrou interesse em avançar no tema.

 
O presidente da Comissão Europeia disse que há estudos que apontam para uma "dinamização" da economia dos países do Mercosul e da UE com a liberalização das suas trocas comerciais.

 
"Temos que ter a coragem de ambos os lados de dizer àqueles sectores que resistem à liberalização que temos que colocar o bem comum acima dos interesses particulares", afirmou o responsável, citado pelo jornal Valor Económico.

 
Durão Barroso, que participou na quarta-feira, na IV Cimeira Brasil-União Europeia, visita hoje um projecto de segurança pública, numa favela do Rio de Janeiro, acompanhado pelo governador do Estado, Sérgio Cabral.

 
O presidente da Comissão Europeia participará ainda numa homenagem promovida pela comunidade portuguesa local, numa recepção na Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria.

 
Ontem, Durão Barroso esteve reunido com o ex-governador de São Paulo e candidato oposicionista nas presidenciais deste ano.

 
José Serra salientou que UE e Mercosul estiveram próximos de um acordo comercial, em 2004, mas que divergências da Argentina em relação à abertura dos mercados de alimentos para os europeus impediram o avanço das negociações.

 
"É mais fácil para o Brasil avançar com os entendimentos com a Comunidade Europeia do que com Doha", afirmou o candidato, referindo-se à actual ronda da Organização Mundial do Comércio (OMC).

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