Os ministros das Finanças da Zona Euro rejeitaram na segunda-feira os termos dos credores privados sobre a reestruturação de parte da dívida pública do país, anunciou o presidente do Eurogrupo.
"Os ministros [da Zona Euro] pediram que a Grécia continue as negociações para alcançar um nível significativamente mais baixo de juros", disse Jean-Claude Juncker, no final de uma longa reunião dos ministros das Finanças europeus, primeiro a 17 (Zona Euro) e depois alargado aos restantes Estados-membros de fora do espaço monetário único.
De acordo com o presidente do Eurogrupo, os países da Zona Euro querem que o juro dos novos títulos de dívida grega se situe abaixo dos 3,5% até 2020.
Na tarde de segunda-feira, enquanto os governantes das Finanças falavam entre si em Bruxelas, os credores privados da Grécia anunciaram que já tinham feito a sua oferta "máxima" no que toca ao perdão da dívida, deixando a decisão nas mãos da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Charles Dallara, diretor do Instituto de Finanças Internacionais, que representa os credores privados nas negociações, disse, numa entrevista à televisão grega, que está confiante num acordo para a reestruturação da dívida grega que evitar que o país entre em incumprimento.
Citado pela agência de informação financeira Bloomberg, Dallara adiantou que "os credores fizeram a sua oferta máxima" no quadro de um programa de troca de dívida.
"Agora a questão é como é que a União Europeia e o FMI vão reagir", realçou na mesma entrevista, sobre a maratona de negociações entre a Grécia e os seus credores sobre a reestruturarão de parte importante da dívida soberana.
A reestruturação da dívida grega é um dos pilares do segundo programa de resgate anunciado em outubro passado pelo FMI e pela União Europeia no valor de 130 mil milhões de euros.
A reestruturação de dívida grega permitiria um alívio do endividamento helénico em cerca de 100 mil milhões de euros.