FMI quer entidade europeia a controlar desalavancagem da banca Economia 24/01/12, 15:18OJE/Lusa O Fundo Monetário Internacional defendeu hoje a criação de um "guardião macro prudencial" que assegure a nível europeu a desalavancagem ordenada dos bancos, de forma a não comprometer o crédito à economia e criar uma contração no crédito. Na sua atualização de janeiro do Relatório sobre a Estabilidade Financeira Global hoje divulgada, o FMI diz que "é necessário um ‘guardião macro prudencial" que assegure que os planos de desalavancagem são consistentes com a manutenção do fluxo de crédito para suportar a atividade económica e que evite uma espiral de queda nos preços dos ativos". O FMI diz mesmo que dentro da União Europeia esse papel poderia recair sob a liderança da Autoridade Europeia de Bancos (EBA, sigla em inglês) em coordenação com a European Systemic Risk Board, os bancos centrais nacionais e os próprios bancos. A ideia do fundo passa por monitorizar e limitar a desalavancagem tanto no mercado doméstico como externo, de forma a evitar efeitos adversos também entre economias. O FMI quer evitar uma desavalancagem desordenada e assim "promover um fluxo de crédito adequado ao setor privado". "Apesar de alguma desavalancagem poder ser inevitável, a forma como é feita faz toda a diferença - existe desalavancagem ‘boa' e ‘má'. Alguns tipos de desalavancagem dos balanços não representam necessariamente uma redução do crédito à economia real. Por exemplo, alguns bancos (especialmente na Alemanha, Irlanda e Reino Unido) estão a tentar reduzir os seus balanços cortando alguns dos ativos que mantêm nos seus balanços como legado original da crise de crédito, e noutros casos vendendo atividades não core ou mesmo carteiras de crédito", diz o fundo. A organização alerta, no entanto, para que "o fornecimento de crédito à economia real é mais afetado quando os bancos decidem deixar as linhas de crédito e os empréstimos expirar e cortar na criação de novos empréstimos". Esta é mais uma das preocupações que o organismo tem tido nos programas de assistência financeira em que está envolvido na zona euro, caso de Portugal, Irlanda e Grécia. No caso de Portugal é o Banco de Portugal, em conjunto com a ‘troika', que está encarregue de monitorizar o fluxo de crédito à economia por forma a assegurar que a contração no crédito não é mais pronunciada do que a necessária à desalavangem da banca e do setor privado, e que não é demasiado profunda face ao nível da procura interna. ![]() ![]() ![]() 23/05/12, 16:52 Paris e Madrid querem fazer tudo para manter Grécia na Zona EuroO Presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, asseguraram hoje em23/05/12, 16:09 Número de casais inscritos nos centros de emprego atinge máximo histórico em abrilO número de casais em que ambos os cônjuges estão registados como desempregados atingiu em abril um máximo23/05/12, 12:04 Juros descem nas maturidades mais baixas em dia de reunião dos líderes europeusOs juros da dívida portuguesa estão hoje ligeiramente pressionados a dez anos, mas descem a dois e cinco
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