Decisores políticos e económicos mundiais reúnem-se a partir de hoje no Fórum Económico Mundial (FEM) em Davos, Suíça, para debater novos modelos económicos e os passos necessários para enfrentar uma crise sem precedentes.
Na reconhecida estância de inverno suíça vão estar cerca de 2600 participantes, incluindo 40 chefes de Estado e de Governo e representantes de diversas organizações internacionais, que serão protegidos por um forte dispositivo de segurança.
A chanceler alemã, Angela Merkel, faz as honras de abertura da 42.ª edição do Fórum, este ano dedicado ao tema "A Grande Transformação: Formar novos modelos".
"O capitalismo, na sua atual forma, já não se encaixa no mundo que nos rodeia. Falhámos ao não termos aprendido as lições da crise financeira de 2009. A transformação global é urgente e tem de começar com o restabelecimento de um sentido global de responsabilidade social", afirmou o fundador e presidente executivo do FEM, Klaus Schwab, citado num comunicado divulgado na página online da organização. Entre as presenças confirmadas no encontro, que decorrerá até domingo, estão o presidente do México Felipe Calderon, país que preside ao G20 (os 20 países mais ricos e emergentes), o primeiro-ministro britânico David Cameron, o secretário do Tesouro norte-americano Timothy Geithner, bem como a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) Mario Draghi e o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon.
As mudanças no mundo árabe não foram esquecidas pelo Fórum que vai contar com a participação do novo primeiro-ministro tunisino, o islamista Hamadi Jebali, e do candidato presidencial egípcio Amr Moussa.
Para garantir a segurança dos responsáveis mundiais, as autoridades suíças destacaram cerca de cinco mil elementos, soldados e polícias, e aviões de combate F/A-18 vão patrulhar os céus da estância de inverno.
Nos últimos dias chegaram a Davos ativistas que montaram uma "aldeia" de iglos (pequenas casas de gelo) no centro da localidade sob o lema "Ocupar o Fórum Económico Mundial".
Os ativistas denunciam a presença destes representantes internacionais que intitulam de "elites auto-proclamadas".
No ano passado, ativistas anti-capitalistas reivindicaram uma explosão registada num hotel luxuoso daquela localidade suíça. No ataque, que decorreu durante a manhã, não foram registadas vítimas mortais ou feridos.