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Linha mista TGV Porto-Vigo custa mais 150 milhões que linha só para passageiros, diz ministro das Obras Públicas
Economia
01/02/10, 18:02
OJE/Lusa

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, afirma que a construção da linha de alta velocidade mista (passageiros e mercadorias) entre o Porto e Vigo custa mais 150 milhões de euros que uma linha só para passageiros.

 

"Em Portugal está a ser discutida, não há ainda decisão, mas faz todo o sentido voltar a discutir as características" da linha de alta velocidade ferroviária Porto-Vigo, disse o ministro António Mendonça durante um almoço debate promovido pela Ordem dos Economistas. "Está definido que é uma via mista mas, no entanto, temos de ter presente a situação real e o interesse económico", afirmou o ministro.

 
António Mendonça disse que actualmente "circulam dois ou três comboios de mercadorias entre o norte do País e a Galiza, por semana", salientando que "as melhores estimativas de procura apontam para que em 2030 circulem dois ou três comboios por dia".

 
O ministro disse ainda que a construção de uma linha mista "tem dificuldades técnicas superiores, é entre 150 a 200 milhões [de euros] mais cara", pelo que pode "haver possibilidade de racionalizar as vias já existentes, sem colocar em causa o projecto de alta velocidade, de forma a minimizar os custos que a infra-estrutura pode ter para o País".

 
Uma comissão técnica, composta por entidades portuguesas e espanholas, está actualmente a estudar a possibilidade de a linha Porto-Vigo passar a servir apenas passageiros.

 
António Mendonça afirmou ainda que "os prazos vão, seguramente, escorregar um pouco, em função até daquilo que ocorreu em Espanha", onde "houve um chumbo ambiental" do traçado para o troço espanhol entre Vigo e Porriño.

 
A abertura da linha Porto-Vigo estava prevista para 2013, mas no final de Novembro do ano passado o ministro do Fomento espanhol, José Blanco López, anunciou que a parte espanhola da linha não estaria concluída antes de 2015, dois anos depois do previsto.

 

 
Questionado sobre um estudo da Universidade do Minho, que levanta dúvidas sobre os custos financeiros das linhas de alta velocidade Lisboa-Porto e Porto-Vigo, noticiado hoje pelo Jornal de Negócios, António Mendonça afirmou não ter avaliado o documento "em toda a dimensão. É um estudo que nos merece toda a consideração, mas não mais que isso". E salientou que, no que diz respeito à alta velocidade, os estudos feitos "apontam que seja um projecto com impactos muito significativos".

 
A linha Porto-Vigo terá uma extensão de 125 quilómetros, dos quais 100 quilómetros em território português.

 
O investimento na primeira fase, entre Braga e Valença, é de 845 milhões de euros, de acordo com a empresa responsável pelo projecto de alta velocidade português.

 
Uma comissão técnica, composta por entidades portuguesas e espanholas, está actualmente a estudar a possibilidade de a linha Porto-Vigo passar a servir apenas passageiros.

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