Mais de mil trabalhadores saíram das empresas públicas de transportes
Economia
25/01/12, 08:01 OJE/Lusa
Mais de 1100 trabalhadores saíram das empresas públicas de transportes Metropolitano de Lisboa, CP, STCP, Transtejo/Soflusa, Carris e Refer em 2011, segundo cálculos da Lusa feitos a partir de informações destes operadores.
Este ano também se espera a saída de trabalhadores nas empresas públicas do setor, tendo já o secretário dos Transportes admitido a possibilidade de avançarem com processos de rescisões amigáveis, na sequência das fusões das empresas públicas de transporte. Sérgio Monteiro escusou-se, no entanto, a avançar o número de trabalhadores excedentários.
No total, em 2011, saíram destas empresas 1198 trabalhadores.
Na Refer, durante 2011, foram feitas 561 rescisões por mútuo acordo, abrangendo todas as categorias profissionais, avançou à Lusa fonte oficial da empresa, adiantando que este valor superou o inicialmente previsto (249).
Estas rescisões na gestora da infraestrutura ferroviária "representam uma poupança direta em 2012 de 15,8 milhões de euros", segundo a mesma fonte.
Ainda na ferrovia, no ano passado foram registadas 200 rescisões na CP - Comboios de Portugal, que corresponderão a uma redução dos encargos com pessoal este ano "da ordem dos 7,8 milhões de euros", adiantou fonte oficial da empresa à Lusa.
A Norte, fonte da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) disse à Lusa que, no ano passado, "saíram da empresa 190 trabalhadores", que representavam um custo anual de quatro milhões de euros.
Destas saídas, "46 saídas [foram] por rescisão amigável, sendo as restantes por motivos diversos, maioritariamente por reforma", especificou a transportadora rodoviária.
A fonte da STCP disse ainda à Lusa que a empresa continua à espera de autorização para avançar com um plano de saída de efetivos apresentado ao Governo já há cerca de dois anos.
Já a Carris entrou em 2012 com menos 142 trabalhadores em relação ao ano anterior, segundo dados disponibilizados à Lusa pela empresa, de acordo com os quais, desde 2002, saíram da empresa 2521 funcionários.
Do Metropolitano de Lisboa saíram 82 trabalhadores entre o final de 2010 e dezembro do ano passado, de acordo com fonte oficial da empresa.
No grupo Transtejo/Soflusa, que assegura a ligação fluvial entre as duas margens do rio Tejo, em Lisboa, saíram 23 trabalhadores em 2011.
Segundo fonte oficial do grupo as poupanças geradas com gastos com o pessoal entre o final de 2010 e dezembro de 2011 "foram cerca de 5,5%, percentagem que corresponde a cerca de 693 mil euros".
No âmbito do Plano Estratégico dos Transportes (PET), o Governo pretende fazer este ano a fusão da Carris com o Metropolitano de Lisboa, da Transtejo com a Soflusa e do Metro do Porto com a STCP.