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Participantes no fórum de Davos defendem ação mundial contra a cibercriminalidade
Economia
26/01/12, 11:20
OJE/Lusa

Uma ação internacional coordenada para eliminar a cibercriminalidade é desesperadamente necessária, defenderam em Davos os responsáveis de organizações e líderes económicos, lamentando que os Estados arrastem os pés.

Face a hackers que já não são apenas indivíduos isolados mas organizações sofisticadas que trabalham para o lucro, "vários países não dispõem de legislação que aprova o cibercrime e não têm os meios para investigar e partilhar informações", declarou o responsável pelo Serviço das Nações Unidas contra a droga e o crime (ONUDC), Yury Fedotov.
 
Não existe mesmo qualquer acordo sobre a definição de cibercrime, lamentou Fedotov, durante um debate organizado no âmbito do 42.º Fórum Económico Mundial de Davos, referindo que os Estados-Membros não definiram claramente o que pode ser aceite ou proibido.
 
"Os criminosos agem à velocidade da Internet enquanto os países agem ao ritmo da democracia, é a diferença", sublinhou Chapas Naim, da Fundação Carnegie para a paz internacional.
 
Em meados de janeiro, os sites públicos da Bolsa de Telavive e da companhia aérea israelira El Al ficaram indisponíveis na sequência de ciberataques.
 
Os ataques ocorreram alguns dias depois de hackers, afirmando ser sauditas ou palestinianos de Gaza, terem revelado os dados de várias dezenas de milhares de cartões de crédito que pertenciam a israelitas.
 
Responsáveis israelitas ficaram alarmados com a divulgação de informações, enquanto um porta-voz do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, saudou a "nova forma de resistência" à ocupação israelita.
 
Edward Knight, vice-presidente executivo do Nasdaq, deu conta da existência de um milhão de ciberataques contra a maior bolsa de valores tecnológicos.
 
O mesmo responsável lamentou a ausência de clareza "entre o que é a responsabilidade pública e que é responsabilidade privada" para lutar contra este tipo de criminalidade".
 
"O setor privado assim é forçado ter o seu próprio sistema de defesa mesmo que os ciberataques sejam de governos estrangeiros", assinalou.
 
Kevin Johnson, Diretor-Geral da empresa de telecomunicações norte-americana Juniper Networks, defendeu uma parceria pública-privada para lutar contra este tipo de criminalidade.
 
"O desafio é que não há fronteiras geográficas para a Internet enquanto que as leis são nacionais", sublinhou.
 
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