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Portugal vai ter segundo resgate, diz BBVA
Economia
08/02/12, 01:05

É pouco provável que Portugal consiga voltar aos mercados em 2013, afirmam os analistas do BBVA na primeira edição do "Observatório Económico para Portugal", apresentado ontem. A conclusão seguinte é de que Portugal necessitará de um segundo resgate internacional.

Também ontem, numa apresentação a jornalistas, Paul Niven, da F&C Investments, afirmava acreditar nessa necessidade. Nos meios financeiros - recordava também ontem Pedro Pintassilgo, director da F&C Portugal -, fala-se na necessidade de um montante entre os 25 mil e os 30 mil milhões de euros. Adiantava este gestor que a Troika "se esqueceu" das dívidas das empresas públicas que tinham empréstimos contratados junto de instituições financeiras estrangeiras. Ainda recentemente, o presidente da CIP, António Saraiva, falava na necessidade um montante adicional da ordem dos 30 mil milhões de euros. O governo mantém a estratégia de voltar aos mercados financeiros em 2013, mas os analistas do BBVA afirmam que, "se o presente stress financeiro continuar, é pouco provável que Portugal consiga voltar a ter acesso aos mercados em 2013 e, portanto, deverá precisar de apoio financeiro para além de 2013".
 
Ainda assim, os economistas do BBVA Research, a entidade responsável pela publicação, elogiam o ajustamento orçamental em curso em Portugal e as "reformas estruturais ambiciosas", pelo que consideram não existirem razões para "deixar de ser otimista em relação a Portugal evitar a necessidade de reestruturarão da sua dívida pública".
 
Rafael Domenech, economista-chefe para os países desenvolvidos do BBVA, questionado pelos jornalistas sobre a hipótese de um segundo pacote de ajuda internacional a Portugal, reforçou - citado pela Lusa - a ideia de que "Portugal, apesar de estar a fazer os seus deveres, não conseguirá voltar aos mercados em 2013, pelo que deverá continuar a precisar de assistência financeira internacional".
 
Prémio de risco
Portugal está a pagar "prémios de risco excessivos", com o mercado a "contabilizar as probabilidades de contágio da situação grega", disse um analista do BBVA. Afastou a necessidade de o país se submeter a uma reestruturação da dívida.
 
Portugal diferente
Os economistas do BBVA sublinharam que Portugal é um caso "completamente distinto" da Grécia. "Os fundamentais económicos de Portugal são muito diferentes e o Governo português está a implementar reformas estruturais", frisaram.
 
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