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Quebra do défice ficou aquém do desejado, diz FMI
Economia
25/01/12, 01:05
OJE

Sobre Portugal, o Fundo Monetário Internacional (FMI) não revelou números na revisão do outlook divulgado ontem.
 
A instituição frisou que "a meta orçamental foi atingida através de uma transferência parcial dos fundos de pensões da banca, o que implica que o ajustamento subjacente em 2011 tenha sido inferior ao esperado".
 
O FMI refere ainda que o ajustamento conseguido por Portugal foi, ainda assim, "muito significativo", equivalendo a "quatro pontos percentuais do PIB ajustado para o ciclo". Os números públicos relativos ao défice em 2011 revelam que se situou nos 4% do PIB, abaixo dos 4,9% inicialmente previsto, mas, sem a transferência dos fundos de pensões, o défice teria ficado nos 7,5% do PIB.
 
No documento "Fiscal Monitor", citado pela agência noticiosa Lusa, é dado um ênfase grande aos países da Zona Euro com "folga orçamental", os quais devem "reconsiderar" as políticas de austeridade e concentrar-se na promoção do crescimento económico.
 
A instituição defende que "o desafio mais imediato" que se coloca à economia global é "restaurar a confiança e acabar com a crise na Zona Euro através da promoção do crescimento".
 
Refere-se ainda, no documento, que alguns países, "particularmente os EUA e o Japão", devem "clarificar" as suas estratégias de redução da dívida a médio prazo, argumenta o FMI. No entanto, na Zona Euro, "uma consolidação (orçamental) demasiado rápida em 2012 pode exacerbar" os riscos de recessão económica. Adianta-se no documento que "a política fiscal em muitos países já é mais restritiva relativamente ao ciclo do que havia sido projetado" em documentos anteriores do Fundo. Países com folga orçamental, como a Alemanha e a Holanda, devem "reconsiderar" o ritmo de consolidação fiscal de curto prazo, diz o FMI. A Zona Euro deverá contrair 0,5% em 2012 e subir 0,8% do PIB em 2013.           
 
Zona Euro
A economia da Zona Euro vai sofrer uma "ligeira recessão" este ano, devido aos efeitos conjugados de políticas de austeridade, falta de liquidez na banca e elevados custos da dívida soberana, avançou o FMI, de acordo com o mais recente outlook.      
 
Economia global
A economia global vai abrandar mais do que o previsto, sobretudo devido à crise financeira na Europa, avança o FMI. Refere a instituição que o PIB mundial aumentará 3,3% este ano e 3,9% em 2013, abaixo dos anos de 2011 (63,8%) e de 2010 (5,2%).
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