Regresso de Portugal aos mercados em 2013 é inconcebível, considera Financial Times Economia 01/02/12, 12:08OJE/Lusa O regresso de Portugal aos mercados no próximo ano, conforme está previsto no acordo de assistência económica e financeira, é "inconcebível", e os mercados já antecipam um incumprimento financeiro "nos próximos cinco anos", escreve hoje o Financial Times (FT). Num editorial assinado pelo editor para os assuntos europeus, Tony Barber, o jornal afirma que Portugal pode pôr em perigo a tese defendida pelos responsáveis europeus segundo a qual a Grécia é um caso isolado e 'resolvido': "A Grécia, na sua desesperada luta para evitar o incumprimento financeiro, é única. Os responsáveis europeus defendem este argumento à exaustão, mas a recessão económica em Portugal e a dura batalha para pagar a dívida ameaça provar que estão errados - e lançar uma nova tempestade sobre o euro", afirma o jornal. No editorial, Barber escreve que "a verdade brutal é que os mercados financeiros já estão a colocar um preço sobre um incumprimento português nalgum ponto nos próximos cinco anos" e lembra as taxas de juro exigidas pelos investidores, acima de 17% no prazo a dez anos, recordando que os mesmos investidores tiveram o mesmo comportamento com a Grécia, há um ano. O artigo, que surge no dia seguinte ao primeiro-ministro ter afirmado que Portugal vai cumprir o acordo "custe o que custar", escreve que os investidores na Grécia podem ter de suportar um perdão de dívida ('haircut') de 70% e argumenta que "se os detentores de dívida pública portuguesa tiverem de suportar um 'haircut', isso iria destruir o argumento dos líderes europeus de que tinham, com sucesso, colocado o problema grego em quarentena face ao resto da zona euro". Concedendo que a Europa olha para Portugal e para os seus líderes políticos como "mais confiáveis" que os gregos, o artigo no jornal económico de referência na Europa considera que o país enfrenta "desafios nunca visto desde a revolução dos cravos, em 1974", exemplificando com a taxa de desemprego de 13,6% e com a recessão prevista de 3% este ano, para além da previsão da dívida pública nos 118% do PIB em 2013 e das "dezenas de milhares de licenciados" que estão a emigrar todos os anos. A conclusão, pode ler-se, é que "o governo de centro-direita, 'empurrado' pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional, está a introduzir reformas estruturais que devem, em tempo, melhorar a competitividade de Portugal, mas tempo é que o país não tem muito", porque "se não conseguir regressar ao mercado da dívida no próximo ano, vai precisar de uma segunda injeção de ajuda da UE e do FMI". Lembrando as declarações do líder da CIP, António Saraiva, que estimou em 30 mil milhões de euros as necessidades adicionais de Portugal, para além dos 78 mil milhões contratados com a 'troika', o FT termina o artigo afirmando que "a grande questão é se mesmo esta ajuda extra será suficiente para impedir um incumprimento" e sentencia: "O futuro do euro pode depender da resposta". ![]() ![]() ![]() 23/05/12, 19:24 Zona Euro prepara plano de contingência em caso de abandono gregoOs membros da Zona Euro estão a preparar planos de contingência caso a Grécia abandone a união monetária, referiram responsáveis oficiais em Bruxelas citados23/05/12, 16:52 Paris e Madrid querem fazer tudo para manter Grécia na Zona EuroO Presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, asseguraram hoje em Paris que tudo farão para que a Grécia se mantenha23/05/12, 16:09 Número de casais inscritos nos centros de emprego atinge máximo histórico em abrilO número de casais em que ambos os cônjuges estão registados como desempregados atingiu em abril um máximo histórico, tendo aumentado 70,6% face ao período23/05/12, 12:04 Juros descem nas maturidades mais baixas em dia de reunião dos líderes europeusOs juros da dívida portuguesa estão hoje ligeiramente pressionados a dez anos, mas descem a dois e cinco anos, respetivamente, no dia em que os líderes da UE |