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Vitivinicultores do Douro voltam a pedir intervenção do Governo contra"preços de miséria"
Economia
25/01/12, 13:06
OJE/Lusa

A Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDOURO) reclamou hoje ao Governo uma intervenção para garantir o escoamento e melhores preços aos produtores para os vinhos do Douro e Porto.    
 

Os vitivinicultores da Região Demarcada do Douro começam a receber em janeiro o benefício, ou seja da quantidade de mosto que foi transformado em vinho do Porto.
 
Mas, segundo a AVIDOURO, apesar da redução drástica de 25 mil pipas de benefício na última vindima, os preços "não aumentaram relativamente à campanha anterior".
 
O Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) fixou em 85 mil o número de pipas a beneficiar na última vindima. Em dez anos, o benefício foi reduzido em 45%.
 
"Nesta campanha, o preço do vinho generoso, em média, está para ser pago aos produtores, à razão de 900 euros pipa (550 litros) nas letras A e B. Isto significa que, em muitos casos, o preço à produção até desceu relativamente à campanha do ano passado", salientou a associação, em comunicado.
 
Em relação aos vinhos de mesa do Douro, a Avidouro diz que ainda não se conhecem preços.
 
"Entretanto, ainda está por pagar parte da produção de anos anteriores apesar dos preços serem de miséria", acrescentou.
 
E, de acordo com os vitivinicultores, "tal como vão, os preços dos vinhos da Região Demarcada do Douro não cobrem os custos de produção os quais, pelo seu lado, não param de aumentar".
 
Por isso mesmo, exigiram, mais uma vez, a intervenção urgente do Ministério da Agricultura e do IVDP.
 
Reclamam ainda o aumentar do benefício para a próxima vindima, para a reposição de quantitativos autorizados em anos anteriores, e um controlo eficaz do comércio de aguardentes.
 
A Avidouro quer ainda que o Governo e a Assembleia da República procedam ao saneamento financeiro da instituição Casa do Douro, instituição que vive asfixiada com uma divida de cerca de 100 milhões de euros e meses de salários em atraso aos funcionários.
 
 
A associação quer ainda que sejam corrigidos os "cortes ilegítimos" de investimentos da lavoura nos projetos PRODER, nomeadamente para a recuperação de muro, e a abertura imediata de novas candidaturas à Medida Alteração dos Modos de Produção (Produção Integrada e Modo de Produção Biológica).
 
Reclama também a reposição da ajuda ao consumo da eletricidade "Verde" (40% sobre o valor do consumo) e o pagamento imediato desta comparticipação, referente a 2010 e o aumento do desconto fiscal (subsídio) ao Gasóleo Agrícola.
 
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