Computador "Magalhães" iniciou ano lectivo na Venezuela
Internacional
17/09/09, 08:52 OJE/Lusa
A maioria das 26.025 escolas venezuelanas iniciaram quarta-feira o novo ano escolar 2009/10, algumas delas equipadas com os portáteis portugueses "Magalhães", que na Venezuela receberam o nome de "Canaima".
O início das aulas suscitava grandes expectativas devido à contestação oposicionista à nova Lei de Educação. Contudo, a oposição acabou por apelar aos pais para que levassem as crianças normalmente às aulas e deixassem o debate político para outro "plano".
Algumas das escolas públicas primárias de vários Estados do país e do Distrito Capital amanheceram equipadas com os portáteis "Canaima", permitindo aos alunos do primeiro ano um "reinício diferente".
Uma dessas escolas foi a Unidade Educativa Bolivariana Niño Simón, a Leste de Caracas, onde a directora Lina Famiglietti explicou à estatal Venezuelana de Televisão (VTV) os benefícios do novo portátil.
"A nossa escola está feliz porque começámos um novo ano escolar 2009-2010 (...) com este novo projecto 'Canaima', que é um computador portátil para cada menino de primeiro ano e que o situará em tudo o que é a aprendizagem para a leitura, escrita e cálculo", disse.
Explicou que, no primeiro ano da primária daquela escola, existem "quarenta alunos que têm nas mãos um computador portátil".
Adiantou que os "jogos para a leitura, escrita e cálculo" permitirão a alunos e professores "experimentar diariamente o que são as Tecnologias de Informação e Comunicação".
Os professores receberam formação para darem aulas com os computadores, precisou a directora.
"O projecto Canaima está contextualizado para a nossa realidade, para a Venezuela, tem jogos em que se pode conhecer tudo o que é a música e tradições, nomeadamente contos tradicionais venezuelanos", explicou Lina Famiglietti.
Segundo Fanny Medina da Escola Bolivariana de Crucita Delgado, no Bairro de Altos de Lídice, a Oeste de Caracas, o projecto "Canaima", para além de facilitar o conhecimento aos meninos da primária, permite "democratizar a educação".
Sublinhou a importância dos computadores para as crianças com baixos recursos económicos como ferramenta que os ajudará a aprender a ler, escrever, instruir-se em matérias como a matemática, ciência, geografia e história.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou, há um ano, que a Venezuela tencionava comprar um milhão de computadores escolares "Magalhães" a Portugal, para distribuir nas escolas venezuelanas. Acrescentou que, posteriormente, deverá ser criada uma fábrica para produzir os computadores localmente.
A JP Sá Couto, empresa portuguesa que produz os computadores "Magalhães", confirmou que iria vender 350 mil computadores ao Governo venezuelano até final do ano.
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