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Credores privados da Grécia dizem que fizeram oferta "máxima" de perdão de dívida
Internacional
23/01/12, 17:21
OJE/Lusa

Os credores privados da Grécia dizem que já fizeram a sua oferta "máxima" no que toca ao perdão da dívida, deixando a decisão nas mãos da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, adiantou à Bloomberg o representante dos credores.
 
Charles Dallara, diretor do Instituto de Finanças Internacionais, que representa os credores privados nas negociações, disse, numa entrevista à televisão grega, que está confiante num acordo para a reestruturação da dívida grega que evitar que o país entre em incumprimento.
 
Citado pela agência de informação financeira Bloomberg, Dallara adiantou que "os credores fizeram a sua oferta máxima no quadro de um programa de troca de dívida".
 
"Agora a questão é como é que a União Europeia e o FMI vão reagir", realçou na mesma entrevista, sobre a maratona de negociações entre a Grécia e os seus credores sobre a reestruturarão de parte importante da dívida soberana.
 
A reestruturação da dívida grega é um dos pilares do segundo programa de resgate anunciado em outubro passado pelo FMI e pela União Europeia no valor de 130 mil milhões de euros.
 
A reestruturação de dívida grega permitiria um alívio do endividamento helénico em cerca de 100 mil milhões de euros.
 
O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, deverá levar hoje este dossier à reunião dos ministros das Finanças da União Europeia, que vão tentar, em Bruxelas, ultimar um acordo em torno do "pacto orçamental", com vista à sua aprovação pelos líderes europeus, na cimeira que se celebra precisamente dentro de uma semana.
 
Acordado no último Conselho Europeu, de dezembro de 2011, mas sob a forma de um tratado intergovernamental, por falta de unanimidade dos 27 - face à oposição do Reino Unido -, o "pacto" que visa disciplinar ainda mais as finanças públicas dos Estados-membros deverá ser aprovado pelos líderes europeus na cimeira de 30 de janeiro e assinado na cimeira de março, de modo a entrar em vigor a 01 de janeiro de 2013, após ser ratificado por pelo menos 12 países da Zona Euro.
 
De acordo com fontes diplomáticas, a última versão do texto está muito perto de reunir um acordo, que deverá ficar ainda mais próximo na reunião específica que os ministros das Finanças europeus celebrarão hoje, ao princípio da noite, em Bruxelas, para discutir a questão.
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