08/02/10, 09:47
Sobre o grande tema da "competitividade", o encontro abrange tanto questões relacionadas com investigação como a sua aplicação na indústria, analisando aspectos como o impacto da inovação e investigação na economia ou novas tecnologias como o veículo eléctrico.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Mariano Gago, representa Portugal no encontro, em que participam também outros responsáveis europeus.
Os ministros iniciam os trabalhos com um debate sobre o papel da ciência na recuperação e crescimento económico, debatendo ainda hoje a "integração, implicação e inclusão na ciência e inovação da UE".
Na terça-feira os debates viram-se, em particular, para a temática do carro eléctrico.
Antecipando o encontro, Cristina Garmendia, a ministra espanhola da Ciência e Inovação (anfitriã da reunião) afirmou que se a Europa não tomar medidas para o evitar, em 2025 a maioria da ciência produzir-se-á fora dos países europeus.
"Perderemos a nossa actual posição no ranking global e seremos superados pela Ásia", afirmou.
"A ciência e a inovação europeias não poderão manter as suas actuais lideranças nem aspirar a melhorar o seu papel no palco global se não actuar-mos de forma mais unida e mais centrada em responder aos desafios", disse.
Num cenário global onde se aceleram as tecnologias e as expetativas, Garmendia defendeu acções mais convergentes e coordenadas das políticas de ciência e inovação, consolidando assim a "visibilidade do espaço europeu de investigação".
Para isso, sublinhou, um dos aspectoss primordiais é fomentar a mobilidade de cientistas, tema que alguns ministros levaram, pela primeira vez, ao Conselho Informal europeu de Emprego, que decorre a 8 de Março.
Igualmente na agenda está a proposta para fomentar a partilha transfronteiriça de grandes infra-estruturas científicas.
O encontro deverá ficar marcado pelo debate e aprovação da Declaração de Donostia, um documento que reconhecer e sublinha o papel da ciência na recuperação económica.


