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Horta Osório recebe luz verde para voltar ao Lloyds
Internacional
14/12/11, 16:59
OJE/Lusa

O português António Horta Osório, presidente executivo do banco britânico Lloyds, foi considerado "recuperado" e recebeu hoje luz verde para voltar ao trabalho após seis semanas de baixa médica devido a fatiga por excesso de trabalho.
 
A administração do banco anunciou hoje em comunicado que "completou um processo rigoroso, incluindo obtendo conselho médico, para avaliar a capacidade de o António regressar e liderar eficientemente o grupo".
 
A conclusão dos médicos é que "fez uma recuperação completa" e que, após considerar esta opinião, a administração decidiu que o gestor português pode voltar a assumir funções a 9 de Janeiro de 2012.
 
Todavia, foi também decidido que o presidente executivo vai "reestruturar e reduzir as suas linhas directas de comunicação para reforçar as responsabilidades da equipa gestora".
 
Tomada por iniciativa de Horta Osório, esta nova orientação pretende reduzir a carga de trabalho e o seu envolvimento directo no trabalho do banco, cujo peso esteve na origem do esgotamento nervoso.
 
"Estamos ansiosos pelo regresso dele após o ano novo para continuar a liderar o grupo e continuar o forte progresso que já fez na transformação da empresa e na concretização do plano estratégico", afirmou o presidente do conselho de administração, Win Bischoff.
 
O português suspendeu as funções a 2 de Novembro, invocando razões de saúde, que a imprensa apontou como stress e fatiga por excesso de trabalho. O financeiro de 47 anos é frequentemente descrito por ser um profissional meticuloso e obsessivo com o trabalho, no qual mergulhou para tentar dar a volta ao grupo financeiro.
 
O banco acumulou resultados negativos de 3,9 mil milhões de libras (4,5 mil milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano devido às provisões feitas para indemnizar clientes a quem foram vendidos indevidamente seguros.
 
Horta Osório beneficia de um pacote de remuneração que ascende aos oito milhões de libras (9,4 milhões de euros), incluindo um salário base anual de um milhão de libras, prémios e contribuições para a pensão.
 
O Lloyds, considerado o líder do mercado na banca de retalho, é actualmente detido em 41% pelo Estado britânico.
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