04/06/09, 11:42"Todos os que estudaram não tendenciosamente a história da Segunda Guerra Mundial sabem que começou devido à renúncia da Polónia de satisfazer as pretensões alemãs, sendo as exigências da Alemanha bastante moderadas: incluir a cidade livre de Danzig no Terceiro Reich, permitir a construção de caminhos de ferro e estradas extra-territoriais, que ligassem a Prússia Oriental à Alemanha", escreve o coronel Serguei Kovaliov, do Instituto de História Militar do Ministério da Defesa russo. "É difícil considerar infundadas as duas primeiras exigências", sublinha o militar no artigo "Especulações e Falsificações na avaliação do papel da URSS na véspera e durante a Segunda Grande Guerra", publicado na secção "A História contra a mentira e as falsificações", no site do Ministério da Defesa.
O coronel repete, para apoiar a sua tese, as justificações da invasão da Polónia apresentadas pelos dirigentes da Alemanha nazi, em Setembro de 1939. "A esmagadora maioria dos habitantes de Danzig, separados da Alemanha pelo Tratado de Paz de Versalhes, era constituída por alemães, que desejavam sinceramente a reunificação com a pátria histórica... A propósito, ao contrário das fronteiras ocidentais, a Alemanha nunca reconheceu voluntariamente as mudanças territoriais feitas a Oriente pelo Tratado de Versalhes", escreve Serguei Kovaliov. O historiador militar sublinha que Varsóvia respondeu com uma "negativa decidida", porque "tentava obter o estatuto de grande potência" e as suas "ilusões infundadas" eram apoiadas pelos países vencedores na Primeira Guerra Mundial.
O coronel defende também a tradicional tese soviética de que Estaline não teve outra alternativa senão assinar o Pacto Molotov-Ribbentrop, pois a URSS precisava de adiar o início da guerra para preparar novas linhas de defesa a ocidente da antiga fronteira soviética.
Este artigo faz parte da campanha iniciada pelo Presidente russo, Dmitri Medvedev, com a criação de uma comissão especial para "combater as falsificações da História".


