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Tragédia na Escola russa de Beslan foi há cinco anos
Internacional
31/08/09, 09:47
OJE/Lusa

A Ossétia do Norte vai celebrar terça-feira o quinto aniversário da "Tragédia de Beslan" sob fortes medidas de segurança, medidas essas que se alargam a todas as escolas da Rússia.

A 1 de Setembro de 2004, um grupo de guerrilheiros separatistas tchetchenos tomou de assalto a Escola Nº1 de Beslan, cidade da Ossétia do Norte, fazendo mais de mil reféns entre professores e alunos.




Segundo as autoridades da Ossétia do Norte, república do Cáucaso russo, as cerimónias começarão com o toque da campainha da escola às 09.15 horas locais (06.15 em Lisboa), quando os guerrilheiros atacaram a escola.




"Este ano, as cerimónias fúnebres não irão ser muito diferentes das realizadas em anos anteriores, são possíveis apenas pequenas alterações", declarou um porta-voz dessa república russa à Ria-Novosti.




Durante três dias irá soar música fúnebre nas ruínas da escola e, ao fim do dia, no local onde se encontrava o ginásio, lugar onde foram mantidos os reféns, serão acesas velas. Representantes das autoridades locais, bem como todos os que desejarem irão depositar flores no local da tragédia.




No dia 1 de Setembro, serão também declamados poemas dedicados às memórias das vítimas.




Às 11 horas (8 horas em Portugal) do dia 3, no momento em que começou o tiroteio entre forças de segurança e terroristas, começará uma cerimónia religiosa, realizada por um sacerdote cristão ortodoxo, pelo «descanso das almas». Depois, os alunos de Beslan lançarão para o céu 350 balões, o número de pessoas que morreram durante a operação de resgate.




As cerimónias fúnebres continuarão no cemitério onde foram sepultadas as vítimas do ataque terrorista, sendo lido o nome de todas elas.




No dia 1 de Setembro de 2004, o grupo terrorista fez mais de mil reféns, a maioria dos quais eram crianças. Os guerrilheiros exigiam a retirada das tropas russas da Tchetchénia.




A operação de resgate, realizada no dia 3 de Setembro, continua até hoje rodeada de mistérios. As autoridades afirmam que a operação de resgate começou depois de duas ou três explosões dentro do edifício e, durante ela, não utilizaram armas pesadas.




A organização "Mães de Beslan" põe em dúvida essa versão, exigindo, sem êxito, a realização de investigações independentes.




Apenas um terrorista foi detido com vida: Nurpachi Kulaev, que foi julgado e, em 2006, condenado a prisão perpétua.
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