05/10/09, 21:20Ao longo dos três últimos meses, a recuperação do mercado de acções foi acompanhada pela queda dos rendimentos das obrigações governamentais, o que marca um contraste com a primeira fase da recuperação dos mercados, na qual tanto as acções como as obrigações melhoraram os seus rendimentos. O mais recente desempenho das obrigações reflecte o compromisso dos bancos centrais em manter baixas as taxas de juro, na sequência de vários encontros políticos e da reunião dos ministros das finanças do G20.
As autoridades foram bem claras: é muito cedo para por um fim ao período do dinheiro fácil.
Desta perspectiva, o mais recente aumento do apetite pelo risco demonstrado pelos investidores indica que a liquidez está a desempenhar um papel mais importante na determinação dos preços à medida que os investidores se transferem de depósitos para activos de risco mais elevado, à procura de maior retorno. No entanto, um suporte ainda mais fundamental tem sido fornecido pela melhoria da rentabilidade, que, segundo esperamos, deverá manter-se à medida que as empresas beneficiem da alavancagem operacional trazida pelo aumento das margens de lucro.
Os principais riscos? Por um lado, a recuperação em "W" - que está na base da previsão central da Schroders - pode levar ao arrefecimento dos activos de risco já que faria regressar os receios de um período prolongado de baixo crescimento como aconteceu no Japão. Por outro, existe o perigo de uma bolha nos mercados financeiros, uma vez que as taxas de juros tão baixas forçam um número crescente de investidores a sair de depósitos para opções mais rentáveis. Este risco é provavelmente maior no mundo emergente, que está na vanguarda da recuperação mas que, na generalidade, tem a sua política monetária mais vinculada aos EUA através do dólar.
Para ter acesso ao documento da Schroders basta fazer o download do PDF (em baixo).


