11/03/10, 19:36 Por Duarte Caldas, analista da IG Markets - Portugal
Os principais índices accionistas terminaram a sessão em terreno negativo depois dos fortes ganhos das últimas semanas.
Na sessão de hoje pesaram as declarações do governo chinês relativamente à inflação na medida em que esta poderá constituir um problema para a economia chinesa este ano.
Há um mês o apetite pelo risco sofria sob suspeitas de uma política monetária chinesa mais restritiva, riscos relacionados com a dívida grega e também outros países da periferia da União Europeia e por último alterações de regulação da actividade das instituições financeiras.
Actualmente, o mundo parece um lugar muito mais tranquilo, com as preocupações referidas em cima a serem vistas de uma forma não tão ameaçadora, o que resultou em ganhos muito relevantes nos principais índices accionistas mundiais nas últimas duas semanas.
Parece que o factor mais forte para esta performance dos mercados terá sido a resiliência da economia real perante um Inverno tão rigoroso.
Dos quatro motores da economia mundial, os números para o crescimento do PIB norte-americano no primeiro trimestre continuam fortes e consistentes com um crescimento na casa dos 3%, o que é impressionante tendo em conta que assistimos a um ritmo de 6% no trimestre anterior. O Japão finalmente entrou no comboio da recuperação e deverá registar um crescimento de 2% no ano e os países emergentes asiáticos na casa dos 6%. Mesmo na Zona Euro, os dados negativos diminuíram com a economia a recuperar de uma forma saudável.
Obviamente, nada disto confirma a sustentabilidade da recuperação a longo prazo que continuará muito dependente da economia norte-americana. Também os resultados das empresas se apresentam com boas perspectivas, o que deverá proporcionar bons níveis de consumo. Relativamente ao emprego, deveremos conhecer agora em Março a primeira grande recuperação de postos de trabalho o que deverá significar um grande passo quanto à sustentabilidade da economia.
Para o EURUSD, a contenção da crise da Grécia por parte da União Europeia significa que não teremos uma queda abrupta do euro nos próximos tempos e por outro lado a recuperação do apetite pelo risco deverá suportar a moeda única. Uma taxa de cambio no EURUSD a 1,40 deverá ser agora o topo da banda no curto prazo e parecem-nos bons níveis de compra de dólares.
Com o passar do tempo e quando começar a ser evidente que as medidas de austeridade implementadas nos países da Zona Euro atrasarão subidas de taxas por parte do BCE em relação à Fed, níveis na casa dos 1,20 parecem ser o caminho mais provável.
Numa sessão marcada pela ausência de indicadores económicos e por mais um dia sem conclusão das negociações na Grécia, os mercados terminaram relativamente
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