O PSI 20, índice de referência da Bolsa de Lisboa seguia sem tendência definida uma hora depois da abertura, penalizado pelas quebras nos setores da energia e telecomunicações e pelas incertezas sobre a banca.
Os três maiores bancos privados portugueses, o BCP, o BES e o Banco BPI, que divulgam esta semana os resultados do ano passado, deverão apresentar prejuízos recorde de 824,5 milhões de euros, de acordo com as previsões dos analistas.
O banco BPI marca hoje o arranque da apresentação de resultados da banca portuguesa, estimando-se que os prejuízos atinjam 80,5 milhões de euros em 2011.
Os títulos do BPI eram os que mais perdiam cerca das 09:00, recuando 1,67% para os 0,47 euros, enquanto BCP, o BES e o BANIF mantinham-se inalterados.
Entre as cotadas que mais subiam encontravam-se a Brisa, a valorizar 1,04% para 2,33 euros, a Altri, que ganhava 1,04% para 1,16 euros, a Semapa, que subia 0,84% para 5,31 euros e a Jerónimo Martins, a avançar 0,82% para 12,86 euros.
O setor energético destacava-se pela negativa com a EDP a recuar 0,81% para 2,21 euros e a Galp a perder 0,04% para 12,7 euros.
Nas telecomunicações, o cenário também não era otimista com a Portugal Telecom a desvalorizar 0,53%, fixando-se nos 3,74 euros, enquanto a Sonaecom recuava 0,66% para os 1,21 euros.
A bolsa de Lisboa estava em linha com as restantes praças europeias que abriram positivas: Madrid com 0,23%, Paris com 0,78% e Milão com 0,41% e Londres em ligeira alta com 0,05%.
Os investidores aguardam um acordo, que parece estar eminente, entre a Grécia e os seus credores privados.
O dia é também marcado pela audiência do presidente da Reserva Federal dos EUA, Ben Bernanke, na Comissão Orçamental do Congresso.
Serão também conhecidos indicadores norte-americanos relativos à produtividade e custos laborais no último trimestre de 2011, bem como os pedidos semanais de subsídio de desemprego.
A Bolsa de Lisboa tinha aberto em terreno positivo, com o principal índice, o PSI 20, a subir 0,10%, para os 5365,54 pontos.
Na quarta-feira, o PSI 20 fechou a ganhar 0,66%, para 5360,18 pontos, impulsionado pela valorização da Galp Energia, mas ficou aquém da valorização das principais praças europeias.
Dos 20 títulos que compõem o principal índice da bolsa de Lisboa, 13 fecharam a ganhar e sete acabaram em queda.