A construção efectiva do Itinerário Principal (IP) 8, entre Sines e Beja, com perfil de auto-estrada e portagens, num investimento de 257 milhões de euros, já começou, prevendo-se que a via abra ao tráfego em 2012.
O IP8 (A26) entre Sines e Beja, cuja construção está incluída na concessão rodoviária Baixo Alentejo, adjudicada à Estradas da Planície, vai ter 95 quilómetros, em perfil de auto-estrada e portagens entre Santiago do Cacém e Beja.
A partir de Beja e até Vila Verde de Ficalho, o IP8 vai ter características de um IP, mas não de uma auto-estrada, uma decisão contestada por autarcas locais e que motivou a criação de uma comissão de utentes, que exige "a construção do IP8 entre Sines e Espanha com características de auto-estrada e sem amputações, nem remendos".
A primeira empreitada do IP8, que quando entrar em funcionamento será denominada de auto-estrada 26 (A26), relativa ao lanço A - Nó de Roncão (IC33)/Nó de Grândola Sul (IP1), arrancou ontem, num investimento superior a 68 milhões de euros, disse hoje à agência Lusa fonte da concessionária Estradas da Planície.
A obra deverá durar 17 meses e o lanço A, com 23,2 quilómetros, deverá entrar ao serviço a 31 de Janeiro de 2012.
A empreitada do lanço A tinha sido lançada a 31 de Julho de 2009, mas só foram efectuados trabalhos preliminares, tendo as obras efectivas arrancado ontem, após o Tribunal de Contas ter atribuído, em Julho, o visto prévio ao contrato da concessão rodoviária Baixo Alentejo, que inclui a construção do IP8 (A26) entre Sines e Beja, explicou a fonte.
A recusa inicial do Tribunal de Contas em atribuir o visto prévio ao contrato "teve efectivamente implicações na calendarização inicialmente prevista, embora apenas nalguns prazos parciais", frisou a fonte.
"As datas principais de conclusão da execução dos trabalhos de construção permanecem inalteradas, no prazo contratado de 36 meses, sem derrapagens nos custos", garantiu.
Segundo a fonte, as obras dos lanços B - Nó Grândola Sul (IP1)/Ferreira do Alentejo e C - Ferreira do Alentejo/Beja, deverão arrancar no próximo dia 30 de Setembro e durar 16 meses cada, prevendo-se que ambos os troços entrem ao serviço a 31 de Janeiro de 2012.
A construção do lanço B, com 26,4 quilómetros, vai custar 90,3 milhões de euros e a do lanço C, com 18,6 quilómetros, 49,3 milhões de euros.
As obras do lanço D, que inclui os sublanços D1 - Sines/Nó de Relvas Verdes, com 11,2 quilómetros, e o D2 - Nó de Relvas Verdes/Nó de Roncão (IC33), com 16,2 quilómetros, vão custar 49,2 milhões de euros.
As obras do sublanço D1 arrancaram ontem e deverão durar 13 meses, prevendo-se que o troço entre ao serviço a 30 de Setembro de 2011.
A construção do sublanço D2 deverá arrancar a 31 de Outubro e durar 15 meses, prevendo-se que o troço entre ao serviço a 31 de Janeiro de 2012.