Câmara do Porto aprova Orçamento para 2012 Nacional 20/12/11, 09:34OJE/Lusa A Assembleia Municipal do Porto aprovou esta madrugada o orçamento da Câmara para 2012, com fortes críticas da oposição, nomeadamente, à existência de, pelo menos, 50 milhões de euros de receitas extra sem destino atribuído. A CDU foi a primeira força política a condenar esse facto, considerando tratar-se de um "cheque em branco" que o presidente da autarquia, Rui Rio, tem ao seu dispor. "Nunca vi um orçamento ser feito assim", continuou o deputado comunista Artur Ribeiro, frisando que o executivo "tem de dizer claramente onde prevê gastar esse dinheiro". Mas Rui Rio explicou tratar-se de "um potencial de receitas situado entre zero e cerca de 50 milhões de euros", que poderão ser encaixadas com a venda de 45% do capital da empresa municipal Águas do Porto, venda do Silo Auto e concessão da gestão e exploração dos parquímetros da cidade. O autarca insistiu que são receitas previstas, mas não garantidas, pelo que, na sua opinião, "não era sério" indicar uma aplicação concreta para elas. O que Rio disse também é que essas verbas, se forem conseguidas, serão para a "redução do passivo e para investimentos". Nesses investimentos incluiu a prevista renovação da parte nascente da Avenida da Boavista e a reabilitação do Mercado do Bolhão - que para já não tem mais do que 300 mil euros para o ano inteiro, uma ninharia para o volume de obras de que este equipamento necessita. O Bloco de Esquerda (BE) ironizou que "a câmara merece o triplo A, de austeridade, mais austeridade e mais austeridade", tendo o deputado José Castro referido que o orçamento municipal está "em queda acentuada há anos" e essa tendência, em seu entender, está presente na proposta para 2012. "Certo, certo é que 24,5 milhões de euros vão direitinhos para pagar o acordo do Parque da Cidade", apontou. O deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro defendeu que "o Plano e Orçamento do município confirmam a tendência dos últimos anos, com a autarquia a tornar-se cada vez mais irrelevante na cidade". "O Orçamento de 2012 traduz ainda uma enorme margem de incerteza, relacionada com a concretização de um grande volume de receitas extraordinárias, superior a 50 milhões de euros", acrescentou ainda. Tiago Barbosa Ribeiro registou ainda que a Câmara inclui "cerca de oito milhões de euros no orçamento para pagamento dos 13.º e 14.º meses aos seus funcionários", considerando tratar-se de "opção prudencial" que o PS apoia, representando, contudo, uma "clara condenação às opções do governo PSD/PP nesta matéria". Para a coligação PSD-CDS/PP, "o orçamento mantém a coerência dos últimos dez anos", ou seja, desde que Rio é presidente da Câmara Municipal. O social-democrata Paulo Rios afirmou que a coligação conseguiu "roubar algumas bandeiras à esquerda, como a preocupação com a educação e a habitação social" - que no orçamento de 2102 conta com 15,9 milhões de euros, mais 900 mil euros do que no deste ano. Paulo Rios caracterizou o orçamento como sendo de "rigor com justiça social". "Fosse este exemplo extrapolado e a troika não teria entrado em Portugal", concluiu. O orçamento ascende 193 milhões de euros e foi aprovado com os votos favoráveis da maioria PSD-CDS/PP e contra do PS, CDU e BE. ![]() ![]() ![]() 22/05/12, 18:47 80% dos anúncios de emprego não referem qualificação exigida aos candidatosUm estudo efetuado por uma equipa do Instituto Superior de Ciências Empresariais e Turismo (ISCET) verificou que 81% dos anúncios de emprego não indicam22/05/12, 11:55 Metropolitano já regressou à normalidadeO Metropolitano de Lisboa informou hoje que a circulação das carruagens regressou à normalidade a partir das 10h30, como estava previsto, depois do final do22/05/12, 09:05 Estações do Metro de Lisboa encerradas devido a greve parcialAs estações do metro estão todas encerradas devido à greve parcial que os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa iniciaram hoje às 05h30, disse à agêncisa21/05/12, 17:38 Trânsito condicionado e segurança reforçada por causa do Rock in Rio LisboaA realização do festival Rock in Rio em Lisboa implicará um plano de segurança e de trânsito com algumas centenas de agentes, mas será um dispositivo discreto, |