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Carris, STCP e CP com serviços mínimos na 5.ª feira, Metro de Lisboa suspenso
Nacional
21/11/11, 18:21
OJE/Lusa

A Carris, a STCP, e a CP terão serviços mínimos na greve geral, enquanto a Soflusa e a Transtejo não vão ter um número mínimo de transportes na quinta-feira, segundo os acórdãos publicados pelo Conselho Económico e Social.
 
A circulação do Metropolitano de Lisboa deverá estar suspensa entre as 23h30 de quarta-feira e a 01h00 de sexta-feira, no âmbito da greve geral convocada para quinta-feira, dia 24 de Novembro, informou hoje a empresa. Em comunicado, a transportadora recordou que os sindicatos dos trabalhadores apresentaram pré-avisos de greve para quinta-feira, pelo que se prevê a paralisação da circulação. "O serviço será normalizado a partir das 06h30 do dia 25 de Novembro [sexta-feira]", acrescentou a empresa.
 
No caso da Soflusa e da Transtejo, empresas que asseguram a travessia fluvial do rio Tejo, o tribunal arbitral decidiu "não fixar serviços mínimos em matéria de transporte, por não ter sido demonstrada a existência de necessidades sociais impreteríveis". No entanto, determinou a "prestação dos serviços adequados à segurança e à manutenção do equipamento e das instalações".
 
No caso da Carris, o tribunal arbitral determinou "o funcionamento em 50% do seu regime normal das carreiras 12, 36, 703, 708, 735, 742, 751, 755, 758, 760, 767 e 790", bem como "o funcionamento do transporte exclusivo de deficientes", dos postos médicos e do carro do fio e desempanagens.
 
Para a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), o tribunal arbitral também determinou "o funcionamento em 50% do seu regime normal das linhas 200, 205, 300, 301, 305, 400, 402, 500, 501, 508, 600, 602, 603, 701, 702, 801, 901, 902, 903, 905, 907 e 4M e 5M.
 
O tribunal arbitral também decretou serviços mínimos para a CP - Comboios de Portugal, a CP Carga e a Refer. No caso da CP, circularão comboios nos serviços urbanos de Lisboa e do Porto, bem como nas linhas do Sado, do Douro, do Minho, do Norte, de Guimarães. O tribunal arbitral determinou também a circulação de comboios regionais, de longo curso (internacionais Sud Expresso e Lusitânia) e intercidades (Lisboa-Porto e Lisboa-Faro).
 
 
A greve geral de quinta-feira será a terceira greve geral em que a CGTP e UGT se juntam, mas apenas a segunda greve conjunta das duas centrais sindicais portuguesas, já que em 1988 a CGTP decidiu avançar e a UGT, autonomamente, também marcou uma greve geral para o mesmo dia.
 
A greve de quinta-feira foi marcada após o Governo ter anunciado novas medidas de austeridade, nomeadamente a suspensão dos subsídios de férias e de Natal na função pública, assim como o aumento do tempo de trabalho no sector privado.
 
Hoje, o secretário-geral da UGT, João Proença, considerou inaceitável e contestou o facto de terem sido decretados serviços mínimos em algumas empresas públicas de transportes para a greve geral.
 
O secretário-geral da CGTP, por sua vez, classificou a greve geral de quinta-feira como "um sacrifício indispensável", antecipando uma grande paralisação e considerou que a imposição de serviços mínimos de 50% na Carris e STCP é "ilegal".
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