O júri do concurso para a subconcessão da gestão e manutenção do metropolitano portuense já avaliou as reclamações dos dois consórcios concorrentes e entregou o relatório final à Metro do Porto.
"Depois de analisadas as razões invocadas pelos dois concorrentes, entregámos à Metro do Porto o relatório final, que terá que ser apreciado pelo conselho de administração", revelou à Lusa o presidente do júri do concurso, Luís Barroso, escusando-se a dar mais pormenores sobre o documento.
Contactada pela Lusa, fonte da Metro do Porto disse que a reunião do conselho de administração ainda não tem data marcada, mas o relatório final deverá ser analisado até ao final do ano até porque o subconcessão tem início a 1 de Abril, estando previsto um período de transição.
Os dois consórcios concorrentes apresentaram reclamações em sede de audiência prévia ao relatório preliminar, elaborado pelo júri do concurso, que considerava as duas propostas semelhantes do ponto de vista técnica, prevalecendo o preço como elemento decisivo.
Conforme a Lusa avançou, o consórcio Via Porto, liderado pela Barraqueiro, apresentou "observações à proposta do outro concorrente" e o consórcio liderado pela Transdev apresentou uma reclamação com base em "vícios processuais e substantivos", detectados no relatório preliminar.
O relatório preliminar considerou que ambos os consórcios cumpriram os requisitos técnicos, sendo o preço o factor decisivo para o concurso, recomendando assim a proposta do consórcio Via Porto, liderado pela Barraqueiro, em parceria com a Mota-Engil, a Keolis e a Arriva, que apresentou um preço global anual de 35.834.887 milhões de euros, cerca de dois milhões abaixo dos 37.865.832 milhões de euros anuais proposto pelo consórcio liderado pela Transdev, que integra a Efacec e três operadores rodoviários da região Norte.
No período de duração da concessão a concurso, o preço do consórcio liderado pela Barraqueiro é inferior em cerca de 10 milhões de euros ao do outro concorrente, tendo o factor preço um coeficiente de ponderação de 80 e a vertente técnica 20%.