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Portugal gasta um milhão de euros na missão ao Haiti
Nacional
12/03/10, 13:50
OJE/Lusa

Portugal gastou mais de um milhão de euros para enviar uma missão de ajuda ao Haiti na sequência do terramoto de 12 de Janeiro, afirmou hoje o Secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco.

 
"O investimento que foi feito [para ajudar o Haiti] foi muito grande e ultrapassou um milhão de euros", afirmou o governante à Lusa, à margem de um encontro hoje em Lisboa subordinado ao tema "Haiti: Uma história para contar", organizado pela Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais.

 
Grande parte do investimento libertado pelo Governo português para a missão de ajuda ao Haiti foi gasto no transporte aéreo, segundo Vasco Franco: "Só o transporte aéreo mobilizado no Haiti durante mais de duas semanas tem um custo muito significativo", afirmou secretário de Estado.

 
Cinco dias após o terramoto que abalou o Haiti, a equipa portuguesa de ajuda humanitária aterrou no aeroporto da capital haitiana com o objectivo de montar um acampamento para os desalojados, uma decisão que gerou algumas vozes contra que consideravam que a missão portuguesa devia centrar-se na busca e salvamento.

 
"Estamos a actuar em relação a estas matérias de uma forma cada vez mais exigente. Aquele primeiro impulso que nos levava, algumas vezes, a enviar o que parecia mais óbvio, hoje é mais retraído. É preciso perceber o que é mais necessário em vez do mais óbvio", afirmou o governante.

 
No caso do Haiti, explicou Vasco Franco, "havia muitas equipas de busca e salvamento" no local e "algumas delas nem conseguiram trabalhar".

 
"A outra necessidade imediatamente a seguir [à busca e salvamento] era a da saúde e abrigo", acrescentou, justificando assim o envio da Força Especial de Bombeiros Canarinhos que montou um acampamento para os desalojados pelo terramoto.

 
A 12 de Janeiro, a capital haitiana foi atingida por um terramoto de 7,3 de magnitude na escala de Richter, causando cerca de 222 500 mortos e afectando 3,5 milhões de pessoas.

 
Estima-se que 60%dos edifícios de Port-au-Prince, muitos dos quais estruturas de serviço público (escolas e hospitais), tenham ficado destruídos.

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