O ministro da Agricultura, António Serrano, acredita que há "condições para concluir o empreendimento do Baixo Mondego" até final da segunda década deste século.
O projecto hidroagrícola do Baixo Mondego envolve 19 blocos de rega, equivalentes a cerca de 12.500 hectares, e ainda só estão em funcionamento nove, mas já "foram autorizadas as aberturas de três novos concursos" para outros tantos blocos, disse o ministro.
Os processos relativos aos concursos, "mesmo correndo bem, demoram dois a três anos", mas com a concretização daqueles três blocos "ficaremos com mais de 80% do empreendimento concluído", acrescentou António Serrano. "Ainda ficam a faltar sete blocos", reconheceu o governante, sublinhando no entanto que estes - equivalentes a menos de 20% da área total do projecto - já começaram a "ser programados".
Os 5.700 hectares de área abrangida pelos nove blocos do empreendimento executados envolveram o emparcelamento de mais de 4.000 hectares, implicando cerca de 3.600 agricultores.
A área concretizada do projecto do Baixo Mondego já exigiu um investimento da ordem dos 92 milhões de euros e os três blocos cujos concursos foram agora autorizados custam cercam de 40 milhões de euros.
O ministro da Agricultura prevê, por outro lado, que o projecto hidroagrícola no vale do Tejo, na região de Vila Franca de Xira, também fique concluído até final da década.
"O regadio é fundamental para desenvolver a nossa agricultura", afirmou António Serrano, sublinhando que os dois outros grandes projectos de regadio, igualmente programados há várias décadas, são os empreendimentos da Cova da Beira (que ficou pronto este ano), e o de Alqueva, cuja conclusão está prevista para 2013.
O responsável pela pasta da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas falou aos jornalistas à margem da visita ao "Dons de Portugal". O certame, que se realiza pela primeira vez, visa promover "a excelência dos produtos portugueses", disse à agência Lusa Manuel Rocha, administrador da empresa LPA Leading, organizadora do evento. A primeira edição de "Dons de Portugal", denominada "Mesa ao Centro", é dedicada ao arroz e ao azeite. A iniciativa, que decorre, até 14 de Agosto, no Palácio Sotto Mayor, consta de show cookings, degustação e gastronomia, tudo na perspectiva de valorizar "as capacidades nacionais" e numa demonstração de que, mesmo em tempo de crise, "há coisas boas e boas razões para acreditar no nosso país", sustentou Manuel Rocha.