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Saldos com fortes reduções para colmatar perdas no Natal
Nacional
28/12/11, 09:15
OJE/Lusa

As associações de comerciantes de Lisboa e Porto prevêem reduções para lá dos preços de custo nos saldos, que começam hoje com fortes diminuições para colmatar as perdas do Natal, disseram à agência Lusa vários dirigentes.
 
Apesar de optimista em relação ao período de saldos, que dura até 28 de Fevereiro, o presidente da Associação de Comerciantes do Porto, Nuno Camilo, lembra que quando vendem em promoções não significa que os comerciantes estejam a ter lucro, "bem pelo contrário, estão a ter prejuízo, mas é preferível escoar o stock e gerar receitas para investir em novas colecções".
 
A opinião é partilhada pela presidente da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS), Carla Salsinha, que prevê que muitos estabelecimentos tenham "saldos acima dos 60, 70%, muito abaixo do preço de custo, o que quer dizer que é uma tentativa de as pessoas escoarem os stocks, tendo menor prejuízo".
 
A ideia é procurar equilibrar as perdas da época de Natal, que terão rondado os 30% segundo os responsáveis das entidades de Lisboa e Porto, esperando que as pessoas tenham aguardado que chegassem as promoções para poderem comprar.
 
Os saldos de Inverno vão ter descontos mais altos em comparação com as promoções do Natal, o que em alguns casos significa "o limite da sobrevivência" de algumas empresas, segundo a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP). O presidente da entidade, João Vieira Lopes, diz que, "tendo em conta as dificuldades das empresas, e que muitas delas, para vender, tiveram de fazer promoções altíssimas antes do Natal, os saldos ainda vão ter descontos mais altos". Em muitos casos, adianta João Vieira Lopes, estes descontos "serão o limite para a sobrevivência das empresas".
 
"Estamos todos preocupados com o nosso futuro e com o nosso presente, mas pensamos que vai haver procura. Obviamente que os saldos terão de ser muito fortes para atrair as pessoas", afirma o presidente da Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, Manuel Lopes, que diz ter "perspectivas animadoras". O responsável pela associação da Baixa lisboeta acrescenta que "é cedo para se perspectivar vendas muito fortes, mas, por aquilo que se passou em Dezembro, pode-se pensar que a procura será provavelmente inferior ao que aconteceu no ano anterior, mas poderá não ser com um decréscimo tão forte como alguns sectores estão a perspectivar".
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