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SkyView pode digitalizar mil objectos de grande formato por hora
Nacional
16/10/09, 12:42
OJE/Lusa

O SkyView, aparelho de digitalização de grandes formatos está disponível em Portugal a partir desta semana, com uma capacidade de registo de 1.000 documentos por hora, afirma Luís Pereira, administrador da Meiostec, empresa que faculta o serviço.

O SkyView, criado pela empresa internacional Kirtas e disponibilizado no mercado nacional pela Meiostec, que estabeleceu para o efeito uma parceria com a empresa SGW, consegue digitalizar formatos superiores ao A1, caso de posters, jornais, mapas e manuscritos com dimensões até 64 por 90 centímetros, bem como fotografar objectos a três dimensões.

 
Segundo Luís Pereira "o operador da máquina terá apenas de eliminar as rugas do papel e evitar que algum canto fique dobrado", contando para isso com o auxílio do próprio aparelho, "que tem um mecanismo de sucção que ajuda o documento a ficar completamente plano".

 
O responsável da Meiostec destaca que "enquanto os scanners planetários têm um sistema de achatamento que, para evitar o efeito de lombada, espalma o livro, o que é uma dor de alma para os bibliotecários, com o SkyView o achatamento é feito por vácuo", sendo menos agressivo para os livros.

 
Com uma máquina digital incorporada - uma Canon EOS-5D Mark II com 21.1 megapixéis - o SkyView "transmite uma vista aérea precisa e sem falhas", assegura a Meiostec num comunicado onde se lê ainda que "os detalhes da imagem ficam altamente nítidos e preservados", o que constitui uma mais-valia, pois "quando se trata de manuscritos raros e antigos, as características do material assumem tanta importância como o documento".

 
Luís Pereira assegura também que a qualidade do software incorporado no aparelho "permite melhorar a imagem e dar-lhe uma nitidez superior ao original, reavivando pormenores" e contrariando o envelhecimento dos documentos, "que com o tempo ganham alguma cor e perdem qualidade". Luís Pereira dá como exemplo o Museu da Marinha, que está a digitalizar as cartas marítimas com o SkyView A Marinha "tem cartas de navegação dos sécs. XVI e XVII que praticamente não são manuseáveis, dado o tempo que têm. Foram digitalizadas e a sua reprodução melhorou a qualidade dos originais, tornando-os utilizáveis e manuseáveis sem correr o risco de destruição de documentos que são únicos".

 
A máquina tem capacidade para digitalizar até mil documentos individuais por hora, embora esta prestação apenas esteja assegurada em condições óptimas, podendo ser afectada pela qualidade ou o estado dos materiais.

 
De acordo com Luís Pereira, que em Maio disponibilizou no mercado português uma outra máquina de digitalização - o BookScan APT 2400, o SkyView vem complementar as funções do primeiro aparelho, que tem "limitações na digitalização de documentos e publicações de formatos não-standard, como certos álbuns com as aventuras de Tintin, próximos do A3, ou os livros de assento dos direitos de autor", também muito grandes. Em relação ao BookScan, o empresário afirma que algumas bibliotecas planeiam associar-se para comprar o equipamento, que terá depois "uma utilização comum às várias bibliotecas".

 
Por decisão inicial da Meiostec, o BookScan e o SkyView não ficariam disponíveis para venda, tendo o seu serviço de ser requisitado mediante pagamento mas, perante estas hipóteses, "não fica excluída a possibilidade de comercializar alguns equipamentos", conclui Luís Pereira.

 
O BookScan custa actualmente cerca de 94.000 euros, enquanto o preço do SkyView ronda os 107.000  a 114.000 euros.

 
Quanto aos valores da requisição dos equipamentos para digitalizações - que podem ser realizadas nas instalações do requisitante ou da Meiostec - Luís Pereira afirma que "depende de vários factores, da quantidade à qualidade dos acervos a digitalizar" e avança uma situação hipotética com o BookScan. "Se tivermos 100 livros de 50 páginas cada, é preciso calibrar a máquina meia centena de vezes mas, se forem dez livros de 500 páginas, basta ajustar o equipamento uma dezena de vezes. Ou seja, apesar de termos 5.000 páginas nas duas situações, o trabalho - e por consequência o preço - é menor no segundo caso", conclui.

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