03/11/09, 18:40"Num ano que se adivinhava difícil face à conjuntura internacional e nacional, conseguimos apresentar dados que, não sendo os ideais, consideramos satisfatórios", afirmou Pedro Machado ao fazer um balanço um ano após a tomada de posse dos órgãos da Turismo Centro de Portugal (TCP). Segundo o responsável este destino cresceu em número total de dormidas e de visitantes. Aponta como primeiro motivo o facto de a Região Centro ser "claramente dominada pela procura do mercado interno", que corresponde a 70% dos turistas. Por outro lado - acrescenta Pedro Machado - houve "um crescimento ligeiro do mercado espanhol, que é aquele que representa mais de 60% da fatia dos turistas estrangeiros que procuram a Região Centro". "Conseguiu ajudar-nos a consolidar um crescimento positivo na ordem 1,7 a 2%. Desta forma, passado um ano, estamos satisfeitos com os resultados que atingimos, sempre na expectativa de que é possível fazer mais e melhorarmos".
O presidente da TCP refere que à ajuda do mercado nacional e estrangeiro há que "juntar o esforço de muitos empresários da região, que hoje começam a ter uma postura e uma atitude diferente em relação a um passado recente".
"O caso do distrito de Viseu é elucidativo dessa nova atitude que os empresários estão a desenvolver para a região. Em 2009 foram inaugurados dois estabelecimentos de cinco estrelas (do Grupo Visabeira) na área de jurisdição da TCP", recorda. Apela a que estes esforços sejam acompanhados "pelos organismos que tutelam o território" e lamenta que o Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT) do Centro ainda esteja "em banho-maria. Desejávamos que estivesse num estado de desenvolvimento mais adiantado, porque é ele que vai permitir, na óptica do planeamento e do desenvolvimento turístico, que novos investimentos venham a ser consagrados".
Na opinião de Pedro Machado os operadores têm também uma maior consciência da importância do turismo, sector que "emprega cerca de 19% da mão-de-obra activa" na Região Centro. "Temos de trabalhar todos no sentido de combater alguns dos problemas que ainda hoje existem: a fortíssima sazonalidade que ainda afecta a Região Centro, alguma dicotomia em relação àquilo que essa sazonalidade traz, que é uma assimetria ainda grande entre o interior e o litoral, e aumentarmos a estadia média".


