Acionistas da Zon decidem desblindagem dos direitos de voto
Negócios
30/01/12, 08:02 OJE/Lusa
Os acionistas da Zon Multimédia reúnem-se hoje em assembleia geral para decidir a desblindagem dos direitos de voto, atualmente fixados em 10%, de acordo com a ordem de trabalhos da empresa de telecomunicações.
Este ponto, o único na ordem de trabalhos da reunião de hoje, foi formalmente solicitado pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e pela família Espírito Santo a 23 de dezembro.
Os direitos de voto da Zon Multimédia estão atualmente blindados a 10%, o que significa que um acionista que tenha uma posição superior a esta percentagem só tem direito de voto até 10%.
No final do ano passado, num comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Zon Multimédia informou que "o presidente da mesa da assembleia-geral recebeu uma carta dos senhores acionistas da CGD e da Espírito Santo Irmãos, Sociedade Gestora de Participações Sociais, nos termos da qual os mesmos requerem a convocação de uma reunião da assembleia geral, a realizar em janeiro de 2012". Na carta, os dois acionistas do operador de telecomunicações informaram que pretendiam "deliberar sobre a eliminação dos números 6,7 e 8 do artigo 12.º dos Estatutos e consequente renumeração dos números 9 e 14 do mesmo artigo".
Em causa está o facto de o "contrato da sociedade consagrar uma limitação dos votos que podem ser emitidos por cada acionista, estipulando no seu artigo 12.º, número 6, que não serão contados aqueles votos que excedam 10% da totalidade dos votos correspondentes ao capital social".
A CGD e a família Espírito Santo consideram que é do interesse da sociedade e dos seus acionistas "eliminar esta limitação aos direitos de voto, permitindo que os acionistas exerçam os direitos de voto correspondentes às participações de que são titulares".
O banco estatal CGD detém 10,88% da Zon Multimédia, enquanto a família Espírito Santo controla diretamente cinco% (através da Espírito Santo Irmãos), mas também pelas participações do BES (2,03%), da ESAF (1,97%) e do BES Vida (1,85%).
A Kento Holding Limited detém 10%, o BPI 7,56% e a Telefónica 5,46%, de acordo com informação disponibilizada na página eletrónica da Zon. A Fundação José Berardo, a Ongoing Strategy Investments e o grupo Visabeira integram ainda a lista de acionistas do operador de telecomunicações.