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Banif entra em Hong Kong e estuda Singapura, Pequim ou Xangai
Negócios
09/02/10, 12:57
OJE/Lusa

O Banco Internacional do Funchal (Banif) é o primeiro banco português a abrir um escritório de representação em Hong Kong, operacional desde Janeiro, que pretende explorar o triângulo Brasil-China-Angola com perspectivas de expansão para Singapura.
"Estamos muito orgulhosos por sermos o primeiro banco português a conseguir uma licença para operar em Hong Kong", salientou em entrevista à Agência Lusa a directora-geral para a Ásia do Banif, Teresa Casal, ao observar que a instituição "chegou à região no momento certo para explorar novas oportunidades, quando a crise afectou quase todos os mercados", sem querer, porém, avançar com o investimento realizado.
O posicionamento estratégico de Hong Kong, enquanto um dos principais centros financeiros do mundo e parte integrante da China, e o facto de a região apresentar um grande volume de negócio na área da banca de investimento foram os factores que estiveram na base da expansão do Banif em detrimento de destinos como Macau ou Singapura, que não serão, porém, colocados de parte.
"O Banif tem cerca de 1,5 milhões de clientes, dos quais cerca de 25% estão ou vão estar na Ásia e nós queremos estar onde estão os nossos clientes, que são hoje mais globais que nunca", defende Teresa Casal ao apontar que o banco "está presente no Brasil e financia projectos em Angola, onde a China está a investir muito".
"Angola é um mercado que vai crescer muito e, embora apresente vários desafios, esperamos poder também expandir o negócio no país e servir, através de Hong Kong, o triângulo Brasil-Ásia-Angola além dos clientes em Macau e no resto da Ásia", concluiu.
Com um escritório no International Finance Centre de Hong Kong, no coração da cidade, o Banif está a montar uma equipa com um máximo de cinco quadros locais e a preparar-se para "conquistar" o seu lugar no mercado.
"Os bancos portugueses de uma forma geral não são conhecidos na Ásia, portanto precisamos de nos dar a conhecer e de analisar se há possibilidade de estabelecer uma joint-venture e se isso será útil ao nosso crescimento na Região", disse Teresa Casal que espera estreitar relações com os grandes bancos da China com a perspectiva de abrir caminho no mercado chinês.
O apoio às pequenas e médias empresas portuguesas e brasileiras com operações na Ásia será outra fatia importante do negócio que o Banif pretende explorar a partir de Hong Kong, disse à Lusa a responsável que manifesta o interesse em "cooperar e não competir com outros bancos portugueses que se venham a instalar na Região".
"A Ásia é um mercado enorme, portanto há lugar para todos", defende ao destacar que o Banif tem como vantagem o facto de "ser pequeno o suficiente para ser ágil e se adaptar facilmente às condições do mercado".
Mas Hong Kong é apenas o "primeiro passo do Banif na Ásia", garante Teresa Casal ao enfatizar os planos de expansão do grupo, que já deixou uma "porta aberta em Singapura".
"Dentro de um ano, vamos fazer um balanço e ponderar uma expansão na Ásia, se precisamos de estar também em Singapura, Pequim ou Xangai", explicou.
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